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Paranaense

Artilharia ‘por acaso’ em ação

Guerrón, 12 gols na temporada: “Fico sonhando em marcar o gol que poderá dar o título ao Atlético”; Emerson, oito gols no Paranaense: “Posso ajudar a minha equipe não só ali atrás como na parte ofensiva também” | Fotos: Jonathan Campos/ Gazeta do Povo e Daniel Castellano/ Gazeta do Povo
Guerrón, 12 gols na temporada: “Fico sonhando em marcar o gol que poderá dar o título ao Atlético”; Emerson, oito gols no Paranaense: “Posso ajudar a minha equipe não só ali atrás como na parte ofensiva também” (Foto: Fotos: Jonathan Campos/ Gazeta do Povo e Daniel Castellano/ Gazeta do Povo)

Zagueiro alviverde e atacante que só estreou no 2º turno são as principais armas ofensivas da decisão. Um espera surpreender mais uma vez no ataque; o outro até sonhou com o gol do título

No começo desta temporada era difícil imaginar que Emerson, por jogar na defesa, seria o artilheiro do time no ano com 8 gols. Da mesma forma, era pouco provável Guerrón, que só vestiu a camisa do clube em março, se tornaria o principal matador do Atlético com 12 bolas na rede. Mas eles subverteram a lógica.

O defensor alviverde já havia mostrado seus dotes ofensivos no ano passado. Mas com Anderson Aquino, Roberto e Marcel no elenco, estava longe de ser o principal jogador a ser marcado. O abuso das jogadas aéreas do time de Marcelo Oliveira permitiu que o camisa 3 se destacasse. "Fico feliz pelo desempenho que eu tive durante este campeonato, podendo ajudar a minha equipe não só ali atrás como na parte ofensiva também", diz o zagueiro.

O equatoriano, por outro lado, teve de correr atrás do tempo perdido. A indefinição sobre a permanência dele no CT do Caju – agravada pela declaração que "não estava feliz no clube" – atrasou a estreia no ano, o que ocorreu na segunda rodada do 2.º turno. Só que de lá para cá ele acumula a invejável marca de um gol por jogo.

Média essa que ele não quer ver diminuir, ainda mais porque ficou de fora do primeiro jogo da final – estava suspenso por ter agredido Lucas Mendes. "Fico imaginando como será o jogo, pensando em possíveis jogadas e sonhando em marcar o gol que poderá dar o título ao Atlético", revelou, via assessoria de imprensa.

Apesar de Emerson ser go­­leador do Coxa, o duelo em campo será mesmo de atacante-zagueiro. Embate que o defensor pretende sair vitorioso. Ele espera ter o segredo para parar o camisa 7 rubro-negro. "Temos de nos preocupar, marcar e encostar [nele]. Não podemos deixa-lo fazer o ‘facão’, como dizemos na nossa gíria. É um jogador poderoso e que vai dar trabalho, mas já trabalhamos para pará-lo."

A marcação e as encostadas têm irritado Guerrón. Mas depois da expulsão no Atletiba do segundo turno, ele reconhece que precisa manter a calma. "Sempre ro­­la aquele frio na barriga [antes do jogo], pois se trata de uma decisão. Só não podemos entrar no jogo excessivamente pilhados", encerra o avante rubro-negro.

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