
Zagueiro alviverde e atacante que só estreou no 2º turno são as principais armas ofensivas da decisão. Um espera surpreender mais uma vez no ataque; o outro até sonhou com o gol do título
No começo desta temporada era difícil imaginar que Emerson, por jogar na defesa, seria o artilheiro do time no ano com 8 gols. Da mesma forma, era pouco provável Guerrón, que só vestiu a camisa do clube em março, se tornaria o principal matador do Atlético com 12 bolas na rede. Mas eles subverteram a lógica.
O defensor alviverde já havia mostrado seus dotes ofensivos no ano passado. Mas com Anderson Aquino, Roberto e Marcel no elenco, estava longe de ser o principal jogador a ser marcado. O abuso das jogadas aéreas do time de Marcelo Oliveira permitiu que o camisa 3 se destacasse. "Fico feliz pelo desempenho que eu tive durante este campeonato, podendo ajudar a minha equipe não só ali atrás como na parte ofensiva também", diz o zagueiro.
O equatoriano, por outro lado, teve de correr atrás do tempo perdido. A indefinição sobre a permanência dele no CT do Caju agravada pela declaração que "não estava feliz no clube" atrasou a estreia no ano, o que ocorreu na segunda rodada do 2.º turno. Só que de lá para cá ele acumula a invejável marca de um gol por jogo.
Média essa que ele não quer ver diminuir, ainda mais porque ficou de fora do primeiro jogo da final estava suspenso por ter agredido Lucas Mendes. "Fico imaginando como será o jogo, pensando em possíveis jogadas e sonhando em marcar o gol que poderá dar o título ao Atlético", revelou, via assessoria de imprensa.
Apesar de Emerson ser goleador do Coxa, o duelo em campo será mesmo de atacante-zagueiro. Embate que o defensor pretende sair vitorioso. Ele espera ter o segredo para parar o camisa 7 rubro-negro. "Temos de nos preocupar, marcar e encostar [nele]. Não podemos deixa-lo fazer o facão, como dizemos na nossa gíria. É um jogador poderoso e que vai dar trabalho, mas já trabalhamos para pará-lo."
A marcação e as encostadas têm irritado Guerrón. Mas depois da expulsão no Atletiba do segundo turno, ele reconhece que precisa manter a calma. "Sempre rola aquele frio na barriga [antes do jogo], pois se trata de uma decisão. Só não podemos entrar no jogo excessivamente pilhados", encerra o avante rubro-negro.



