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Paranaense

Ataque de nervos

Atuações apagadas dos homens de frente nos dois últimos jogos faz o técnico Carrasco pensar em reformular o setor ofensivo

O técnico Juan Ramón Carrasco observa Pablo disputando a bola com o goleiro Vinícius: ataque rubro-negro passa por um momento de reformulação | Aniele Nascimento/ Gazeta do Povo
O técnico Juan Ramón Carrasco observa Pablo disputando a bola com o goleiro Vinícius: ataque rubro-negro passa por um momento de reformulação (Foto: Aniele Nascimento/ Gazeta do Povo)

A semana de treinamentos no CT do Caju foi de preocupação in­­tensa com o fraco desempenho recente do ataque do Atlé­­ti­­co. Não por acaso, esse é o único setor da equipe que o técnico Juan Ramón Carrasco ainda não definiu para o confronto com o Cianorte, amanhã, às 18h30, na Vila Capanema.

A dor de cabeça do uruguaio tem origem, principalmente, nas duas últimas partidas do Furacão. Primeiro, a classificação apertada na Copa do Brasil – com a vitória por 1 a 0 so­­bre o Sampaio Corrêa. Depois, o empate que praticamente excluiu o ti­­me da briga pelo título do se­­gundo turno do Paranaense, no 1 a 1 com o Roma.

"A nossa preocupação, se olharmos os últimos jogos, é a definição das jogadas. Erramos muito. Cria­­mos chances, mas não conseguimos concluir. Os rivais criaram pouco e concluíram. Nesta semana nós trabalhamos mais nesse aspecto, com treinos técnicos e táticos", comenta Carrasco.

Desapontado, o treinador não quis confirmar nenhuma das três posições disponíveis no setor ofensivo. As opções são Bruno Furlan, Mar­­cinho, Bruno Mineiro e Guer­­rón. Um dos três será reserva. "As três vagas estão em aberto. Não se está fazendo gol pela esquerda, nem pela direita, nem pelo meio", afirma o uruguaio.

Seja qual for a escolha, a intenção é não perder o embalo do turno inicial do Estadual. Nos 11 primeiros compromissos, o Rubro-Negro marcou 26 gols, média de 2,3 – se­­gundo ataque mais positivo da competição, apenas dois atrás do Coritiba.

Além disso, o Atlético fez o artilheiro dessa etapa: Bruno Mineiro, com oito anotados. O camisa 9, no entanto, ainda não balançou a re­­de no returno – e ainda desperdiçou um pênalti contra o Rio Bran­­co, na Vila Capanema.

"Os goleadores precisam de con­­tundência. Às vezes o arco se fecha, a bola bate na trave. Os atacantes não estão conseguindo definir. Mas estou olhando, trabalhando muito. Quero ver se vamos ter de trocar", diz Carrasco. No returno, foram nove gols em quatro jo­­gos, média de 2,2 por partida.

Para o encontro com o Leão do Va­­le, ele terá novamente à disposição o meia Martín Ligüera e o avante Ricardinho, recuperados de le­­são. Mas não deve aproveitá-los desde o início. "Eles têm grande possibilidade de entrar no decorrer da partida", declara o técnico.

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