
Londrina e Atlético se enfrentam neste domingo (6) no Vitorino Gonçalves Dias (VGD), tradicional estádio londrinense que foi alvo de duras críticas recentes por parte do Paraná. Há pouco mais de uma semana, dirigentes e o técnico Claudinei Oliveira reclamaram das condições da praça esportiva após a derrota do Tricolor por 1 a 0. “Boate” e “típico de time de província” foram alguns termos usados. No entanto, o Furacão deve encontrar um ambiente menos hostil.
Uma das principais reclamações dos paranistas foi com relação ao gramado, que era mais alto na faixa central do campo do que nas laterais. Segundo o treinador paranista, isso atrapalhou as jogadas de velocidade. Na última semana, no entanto, a grama foi deixada com o mesmo padrão de tamanho em todo o campo.
O administrador do VGD, Edson Henrique dos Santos, confirmou que o corte utilizado na partida com o Paraná atendeu a um pedido feito pelo técnico Cláudio Tencati. Por outro lado, o funcionário do LEC afirmou que o novo tratamento do gramado não ocorreu por conta das críticas recebidas após o jogo com o líder do Estadual. “Esse tempo com chuva e sol obriga a cortar a grama duas vezes por semana. Quanto mais corta, melhor fica”, explicou.
Outro ponto criticado pelos dirigentes do Tricolor foi com relação à chegada do time ao VGD, em meio aos torcedores do Tubarão. “A organizada do Londrina ficou a cinco metros gritando palavras de ordem, xingando e a polícia pedindo para a gente descer rápido porque tinha perigo”, reclamou Claudinei Oliveira, na ocasião. Apesar disso, os atleticanos não devem encontrar um ambiente de tanta rivalidade, já que as torcidas organizadas de Londrina e Atlético são parceiras.
A iluminação – que apresentou falhas na noite do jogo entre LEC e Paraná – também não será problema neste domingo, já que a partida começa às 16 horas. Com relação ao público, o LEC tentou ampliar a capacidade do estádio para sete mil pessoas. No entanto, por questões de segurança, foi mantido o limite de 5 mil torcedores para o próximo jogo. A decisão foi tomada durante uma reunião envolvendo a Polícia Militar, Corpo de Bombeiros e Ministério Público.



