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Foz estraga a estreia do time principal do Atlético com vitória na Baixada

Estimulado pelo rompimento da parceria com o Furacão, na semana passada, time da Fronteira supera os donos da casa com gol de Wesley, ex-Coritiba. Torcida vaiou o Rubro-Negro

Festa do Foz do Iguaçu em plena Arena da Baixada, com vitória sobre o time principal do Atlético, que estreava na temporada. | Hugo Harada/Gazeta
Festa do Foz do Iguaçu em plena Arena da Baixada, com vitória sobre o time principal do Atlético, que estreava na temporada. (Foto: Hugo Harada/Gazeta)

O Foz do Iguaçu surpreendeu o Atlético e venceu por 1 a 0 na estreia do time principal do Furacão no Campeonato Paranaense. Vaiado pelos torcedores, o Furacão saiu de campo pela primeira vez na zona do Torneio da Morte: é o 9º, com apenas sete pontos. O time visitante passou o Rubro-Negro e chegou aos nove, na 5ª posição.

Veja como ficou a classificação do Paranaense

O zagueiro Wesley, ex-Coritiba, foi o autor do gol solitário da partida, aos 27/1º. Nos minutos finais, além das vaias, a torcida roubou a atenção ao gritar “Ei, Ei, Ei, volta sub-23” e “ô, ô, ô, queremos jogador”. O time sub-23 havia vencido os dois jogos que teve na Arena – o Prudentópolis e o clássico com o Paraná.

Por uma estratégica política (e também técnica) o time principal antecipou sua estreia e entrou em campo com a mesma base que disputou a pré-temporada na Espanha. A ideia do clube era dar ritmo de jogo ao time de Claudinei Oliveira.

No entanto, o envolvimento do presidente Mario Celso Petraglia com as eleições da Federação Paranaense de Futebol teve influência direta nas últimas decisões, inclusive uma que deu munição para o ânimo do adversário. Quando o presidente do Foz, Arif Osman, anunciou que votaria em Hélio Cury no pleito da entidade, rejeitando o opositor na disputa, Ricardo Gomyde, preferido dos times da capital, o Atlético encerrou uma parceria que tinha com o time da Fronteira. Cinco atletas que estavam no interior tiveram de retornar ao CT do Caju.

Mesmo que apenas um fosse titular (Júnior Fell), a atitude mexeu com os brios do grupo visitante nesta quinta-feira. O técnico Edson Borges, inclusive, comentou sobre a necessidade de superação da equipe (que também tinha muitos desfalques) ao longo da semana.

O goleiro Edson Bastos, líder do time em campo, desabafou no fim da partida. “Sabíamos que ia ser difícil. Ouvimos comentários de que o Foz ia pagar o pato. Falaram que perderíamos de 4, 5 gols ou mais”, reclamou. “Provamos que dá para jogar de igual para igual contra qualquer equipe”, disse, lembrando que sua equipe também venceu o Coritiba.

Ao Atlético restou lamentar a falta de atenção. O Furacão teve domínio na posse de bola, mas não soube criar chances suficientes. “A gente criou bastante. Foi um jogo muito parado, catimbado. Eles conseguiram o gol, teve muito cai-cai, substituições e demora do goleiro. Infelizmente, a nossa bola não entrou”, relatou o goleiro Weverton.

Questionado se o time principal volta a campo contra o J. Malucelli o camisa 1 do Furacão despistou: “Vamos trabalhar e ver o que acontece. Somos funcionários do clube”.

Craque

Wesley

Ex-zagueiro do Coritiba, marcou o gol do Foz e teve atuação muito segura durante todo o jogo. No segundo tempo, salvou o gol do Atlético quase encima da linha

Guerreiro

Daniel Borges

Um dos jogadores mais elogiados pelo técnico Claudinei Oliveira durante a pré-temporada na Espanha, fez uma correria pela direita, criou e foi ao fundo várias vezes.

Bonde

Ícaro

Artilheiro no Operário Ferroviário de Ponta Grossa, fez a sua estreia e esbarrou na falta de ritmo de jogo. Não criou praticamente nada e acabou substituído por Quirino

Gols

1º tempo

0 x 1 – 27 min.: Após cobrança de escanteio da direita, Wesley surgiu por entre a marcação e cabeceou com força. Weverton chegou a tocar na bola, mas ela entrou no canto esquerdo.

Chave do jogo

Formação tática e motivacional de Edson Borges. O técnico do Foz armou o time para tirar os espaços do Atlético com forte marcação. Além disso, motivou seus atletas pelas polêmicas da semana e conseguiu ganhar na superação. Os jogadores atleticanos tinham a posse de bola, mas não conseguiram se aproximar muito da área adversária, especialmente no primeiro tempo.

Próximos jogos

Atlético

J. Malucelli (casa); Operário (fora); Maringá (casa)

Foz

Maringá (casa); Paraná (fora); Prudentópolis (casa)

Suspensos

Atlético

Ninguém.

Foz

Ninguém.

Jogadores do time principal do Atlético se preparam para a primeira partida do ano por uma competição oficial. | Hugo Harada/Gazeta

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Jogadores do time principal do Atlético se preparam para a primeira partida do ano por uma competição oficial.

Wesley comemora o gol que abriu o placar na Arena da Baixada, surpreendendo a torcida rubro-negra. | Hugo Harada/Gazeta

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Wesley comemora o gol que abriu o placar na Arena da Baixada, surpreendendo a torcida rubro-negra.

O atacante Cléo disputa a bola com o goleiro Edson Bastos, ex-Coritiba, mas chega atrasado no lance. | Hugo Harada/Gazeta

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O atacante Cléo disputa a bola com o goleiro Edson Bastos, ex-Coritiba, mas chega atrasado no lance.

Cercado por marcadores do Foz do Iguaçu, o atacante Edigar Junio, de volta ao clube neste ano, perde o equilíbrio. | Hugo Harada/Gazeta

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Cercado por marcadores do Foz do Iguaçu, o atacante Edigar Junio, de volta ao clube neste ano, perde o equilíbrio.

Debaixo de chuva, o atleticano Dellatorre vence o marcador na corrida em lance da estreia do time principal do Furacão em 2015. | Hugo Harada/Gazeta

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Debaixo de chuva, o atleticano Dellatorre vence o marcador na corrida em lance da estreia do time principal do Furacão em 2015.

O meia Léo, do Foz do Iguaçu, e o zagueiro Gustavo, do Atlético, disputam a bola na Baixada: estreia complicada para o Furacão. | Hugo Harada/Gazeta

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O meia Léo, do Foz do Iguaçu, e o zagueiro Gustavo, do Atlético, disputam a bola na Baixada: estreia complicada para o Furacão.

A expectativa da torcida pela primeira apresentação do time principal na Arena, em 2015, se transformou em tensão nas arquibancadas. | Hugo Harada/Gazeta

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A expectativa da torcida pela primeira apresentação do time principal na Arena, em 2015, se transformou em tensão nas arquibancadas.

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