
Após confirmar a realização da partida entre Atlético e Corinthians-PR no Janguito Malucelli, nesta quarta-feira (15), o presidente de honra do Timãozinho, Joel Malucelli, criticou o pedido feito pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) ao Ministério Público (MP) para vetar o Ecoestádio em eventos de médio e grande porte.
"Estamos falando de um estádio que recebe, no máximo, 4 mil pessoas e onde a evacuação se dá em 15 minutos. O Parque Barigui tem fluxo maior, recebe 50 mil pessoas e muitas também atravessam a rodovia para pegar ônibus. Nunca viram problema. Desta vez, a gente achou que foi muito cômodo para eles [polícia] mandarem vetar o estádio", opinou.
"Em São Paulo, o Canindé fica em frente à Marginal do Rio Tietê que tem um fluxo cinco vezes maior do que o da BR-277. Então, para um estádio pequeno como o nosso, a polícia tem obrigação de resolver esse problema com inteligência", emendou Malucelli.
A PRF não recomenda a realização de jogos envolvendo Atlético e Coritiba no Ecostádio por falta de segurança na chegada e saída de torcedores na travessia da BR-277. Após o primeiro jogo do Furacão no Janguito Malucelli, André Scaramussa Lopes, de 21 anos, foi atropelado e morto na BR-277, no trecho que passa em frente ao estádio.
Com este pedido das autoridades, o local da partida entre Corinthians-PR e Coritiba, no segundo turno do Estadual, tornou-se uma incógnita. "Esperamos que a PRF arme um esquema de segurança para o jogo ser no nosso estádio", declara o presidente do Timãozinho.
Já a partida contra o Atlético, marcada para o dia 7 de abril, deve ser realizada no Janguito sem problemas. Isso porque a concessionária Rodonorte promete instalar, até o fim de março, uma passarela no trecho da rodovia próximo ao estádio.







