
Sob os holofotes da final do Campeonato Paranaense, o Maringá Futebol Clube, fundado em 2010, enfrenta o Londrina no Willie Davids, amanhã, às 16 horas, acompanhado de perto pelo "irmão mais velho". Tricampeão estadual, o tradicional Grêmio de Esportes Maringá (GEM) se articula para voltar à ativa. Nessa retomada, bate de frente com o concorrente local, a quem acusa de plagiar seu escudo, uniforme e nome.
"Não é segredo para ninguém que, desde que foi criado, tentou confundir o torcedor. Primeiro com o nome de Grêmio Metropolitano e agora como Maringá Futebol Clube. Nós conhecemos as nossas cores, a nossa camisa e o nosso escudo, a nossa história. Isso tudo está sendo usurpado e vamos nos defender", ameaça o presidente-executivo do GEM, David Marcelo Ferreira. O assunto já foi encaminhado para o departamento jurídico do clube.
A resposta vem na base da esquiva. "Esse assunto eu não quero comentar. Tudo o que eles falam não interessa. A região conhece o nosso trabalho, que é sério. Prefiro não entrar nessa discussão", diz o presidente de honra do Maringá FC, Aparecido Regini, o Zebrão, que acrescentou a cor verde no escudo e na camisa com listras negras.
Em cinco jogos na história entre os coirmãos, duas vitórias para cada lado e um empate. Tão cedo, porém, esses números não vão mudar. Tentando disputar a Terceira Divisão, o Grêmio Maringá começa do zero depois de ser vendido, no mês passado, pelo empresário Aurélio Almeida. Conhecido pelas acusações de falta de pagamento a atletas e fornecedores e por eventualmente criar times de futebol como os extintos Império Toledo e Real Brasil , ele era dono do GEM desde 2002. Período infértil para o Galo.
O trauma é tão grande no clube que os novos investidores juram não ter relação com o mandatário anterior. "A restrição ao nome dele é muito grande. A imagem dele trouxe algo muito negativo para o clube e que não vamos alterar do dia para a noite. Temos essa consciência e temos de enfrentar isso", diz Ferreira.
Nesse meio tempo, com o novo aporte de dinheiro, o Grêmio tenta resolver as pendências financeiras. Parte delas com a Federação Paranaense de Futebol (FPF). Sem isso, não tem como participar da Terceirona do Estadual no segundo semestre. Também pesam nos cofres outras dívidas, principalmente trabalhistas.
A expectativa é quitar logo o que falta, obter as certidões negativas de débito e voltar a campo. Seria o primeiro passo para recuperar o terreno perdido dentro de casa.




