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Justiça

Massagista penhora aluguel da Vila Capanema

Dívida de R$ 526 mil faz Tribunal Regional do Trabalho bloquear receita paranista pela cessão do Durival Britto ao Atlético

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O Paraná depende de um acordo para não ver escapar por entre os dedos o dinheiro que poderia dar um refresco para o deficitário cofre tricolor. A receita que o clube arrecadará com o aluguel da Vila Capanema para o Atlético mandar os seus oito jogos no Campeonato Paranaense – cerca de R$ 400 mil – foi penhorada pela Justiça devido a uma dívida com um antigo funcionário.

O valor de R$ 50 mil pagos pela diretoria rubro-negra para a realização do jogo entre Atlético e Coritiba, no dia 22/2, já foi bloqueado pelo Tribunal Regional do Trabalho (TRT). Ao todo, o montante devido pelo Paraná ao ex-massagista do clube, Moacir Medeiros – que iniciou a ação há 13 anos –, é de R$ 526 mil.

Conforme a sentença publicada pela 15.ª Vara do Trabalho de Curitiba foi realizada "a penhora de todo o crédito presente e futuro oriundo de contrato firmado entre o Clube Atlético Paranaense e o Paraná Clube".

De acordo com o advogado de Medeiros, Francisco Torres, há cinco anos ele vem tentando receber o pagamento dos valores devidos. "Estamos há tempos buscando uma forma para garantir o cumprimento da sentença. Quando soubemos pela impressa que havia essa negociação entre Atlético e Paraná informamos ao TRT e solicitamos que os clubes divulguem, perante juízo, os detalhes do contrato de cessão da Vila", explicou.

Apesar de a penhora das cifras do contrato entre os clubes já ter sido executada, uma reunião de conciliação foi marcada para amanhã. No entanto, antes mesmo de o encontro das partes com o juiz, um acordo pode ser assinado, resolvendo esse passivo trabalhista sem o vexame da penhora.

"Tivemos uma reunião na segunda-feira e estamos em negociação para que haja um acordo que seja bom para ambas as partes. Devemos formalizá-lo ainda hoje", garantiu o superintendente-geral do Paraná, Celso Bittencourt.

O advogado do ex-funcionário confirma que há chance de ocorrer um parcelamento da dívida. "Existe esta possibilidade, mas é preciso que o juiz também esteja de acordo com a relativização dos valores", afirmou Torres.

Entretanto, apesar do indício de acerto, a dívida deve provocar estragos nas finanças paranistas. Mesmo com a diluição do valor ao longo dos próximos meses, o clube ainda terá que buscar uma fonte para bancar os R$ 126 mil restantes do valor total da ação. "Essa é a grande questão. So­­mente o valor do aluguel não é suficiente para saldar todo o débito. Queremos que a integralidade do processo seja paga", exigiu o advogado de Moacir Medeiros.

Uma alternativa para engordar a receita paranista é negociar com o Atlético a cessão da Vila também para os jogos da Copa do Brasil. Apesar de a partida de volta do Furacão na primeira rodada da competição já ter sido confirmada pela CBF no estádio tricolor, a diretoria do Paraná nega que a decisão esteja sacramentada.

"Eles podem indicar, mas é preciso que os clubes entrem em acordo. Estamos aguardando o Atlético entrar em contato conosco. Até agora eles não fizeram nenhuma sinalização", admitiu Bittencourt.

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