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Paranaense

Minoria azul festeja na casa do freguês

Jejum de 22 anos do Londrina chega ao fim com lembrança de vitória sobre o Maringá nos anos 80 e congestionamento na rodovia

Cerca de 2 mil torcedores do LEC calaram o Willie Davids ao fim da disputa por pênaltis, em uma festa com os jogadores que atravessou a estrada e terminou nas ruas de Londrina | Felipe Rosa/ Gazeta do Povo
Cerca de 2 mil torcedores do LEC calaram o Willie Davids ao fim da disputa por pênaltis, em uma festa com os jogadores que atravessou a estrada e terminou nas ruas de Londrina (Foto: Felipe Rosa/ Gazeta do Povo)

Cerca de dois mil torcedores do Londrina tiveram o privilégio de acompanhar in loco a conquista do Paranaense, ontem, em Maringá. A angústia foi grande, de quem aguardava um título que não era comemorado havia 22 anos.

O grupo lotou o setor destinado aos visitantes no Willie Davids. Com bexigas azuis e brancas nas mãos, tentava com gritos incentivar os jogadores do Tubarão, mas eram sempre abafados pelos maringaenses, que estavam em maioria. Após a emocionante vitória nos pênaltis, no entanto, o estádio virou a casa do Londrina. Os fãs do Tubarão vibraram muito com o tetracampeonato e não arredaram o pé do local, exaltando e gritando o nome dos novos campeões paranaenses.

Muitos dos que estavam nas arquibancadas viram o time levantando uma taça na divisão de elite pela primeira vez. "Nasci em 1993, um ano depois do último título, e já sofri muito com o time. Mas agora chegou a hora de comemorar", disse o estudante João Victor Rocha, de 21 anos.

"O Maringá é nosso freguês. O que fizemos hoje [ontem] foi só repetir o título de 1981. Sempre fomos maiores", provocou o torcedor Fernando Gonçalves, relembrando o título conquistado há 33 anos também sobre o rival.

A celebração no estádio foi apenas o início da festa. Ônibus e carros levaram os torcedores de volta para Londrina. O trecho de 100 quilômetros entre as duas cidades, na Rodovia Hermínio Antônio Pennacchi, foi percorrido de forma mais lenta. Mas as buzinas na estrada não eram sinal de irritação e sim de comemoração.

Na cidade, quem não acompanhou o triunfo histórico de perto, saiu às ruas para fazer festa e aguardar o retorno dos campeões. A Avenida Higienópolis, na região central do município, foi completamente tomada pelos torcedores alvicelestes. A Polícia Militar estimou cerca de 15 mil pessoas no local.

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