Encontre matérias e conteúdos da Gazeta do Povo
Série Prata

Paraná revê a relação com empresários de jogadores

Chegada de Ricardinho ao comando faz clube diminuir dependência dos agentes na formação do elenco

Tricolor versão 2012: dos seis reforços contratados até o momento, nenhum deles é representado pela Amaral Sports, principal parceira no ano passado | Antonio More/ Gazeta do Povo
Tricolor versão 2012: dos seis reforços contratados até o momento, nenhum deles é representado pela Amaral Sports, principal parceira no ano passado (Foto: Antonio More/ Gazeta do Povo)
O lateral Henrique é um dos poucos remanescentes do grupo de 2011 |

1 de 1

O lateral Henrique é um dos poucos remanescentes do grupo de 2011

A chegada de Ricardinho ao Para­­ná não alterou apenas a rotina dos jogadores. Fora de campo, o novo comandante promete profissionalizar o departamento de futebol do Tricolor. Junto com o gerente de futebol Alex Brasil, o treinador, mesmo com pouco tempo de traba­­lho, já deu demonstrações de que a relação do clube com os em­­presários sofrerá alterações.

Uma das principais regras da nova cartilha criada pela dupla fa­­la em diminuir o acesso livre que os agentes, por anos, costumavam ter aos bastidores da Vila Capa­­ne­­ma. A partir de agora, os representantes dos jogadores só poderão acompanhar os treinamentos nos dias em que houver janela para a imprensa, normalmente três ve­­zes por semana.

Maior parceiro do Tricolor em 2011, o empresário Marcos Ama­­ral foi quem mais sentiu a mu­­dança de filosofia. No ano passado, a empresa dele, a Amaral Sports, contava com dez atletas no elenco do time que disputou a Sé­­rie B do Brasileiro. Amaral, in­­clusive, chegou a ajudar financeiramente o clube, pagando o salário de alguns atletas. Segundo ele, a empresa também emprestou dinheiro ao Paraná.

Neste ano, contudo, o agente per­­deu espaço. Dos seis reforços contratados até o momento, ne­­nhum deles é representado pela Amaral Sports, que cuida dos interesses apenas do lateral-direito Li­­sa e do zagueiro Alisson no Pa­­ra­­ná 2012.

Apesar das evidências, Amaral diz não acreditar ter perdido influ­­ên­cia. "Ainda estamos na fase de adap­­tação. Na diretoria anterior eu tinha uma liberdade maior com o Aramis Tissot [vice-presidente], o Guto de Mello [diretor de futebol] e o Aquilino Romani [presidente]. Agora está diferente, mas não quer dizer que esteja melhor ou pior", afirmou.

A diretoria paranista, por sua vez, garante que a Amaral Sports continuará ajudando o clube na aquisição de novos atletas, mas ressalta que pretende evitar que situações como a saída do volante Júnior Urso – que deixou a equipe no meio da Segundona de 2011 e foi para o Avaí sem nenhum ressarcimento financeiro para o Paraná – ocorram novamente – o jogador, atualmente no Coritiba, tem ligação com a L.A. Sports, que por muito tempo teve uma parceria estreita com o Tricolor.

"Antigamente os empresários traziam o produto e nós éramos utilizados como uma espécie de vitrine. Agora queremos um tratamento mais profissional, que deixem frutos para o clube", explicou Celso Bittencourt, superintendente-geral do Paraná.

Recado, segundo ele, que não serve para Marcos Amaral. "Vamos continuar com o Amaral. O que queremos é diminuir os intermediários para baixar o custo", cravou Bittencourt.

EstruturaDupla é responsável por montagem do plantel

A reestruturação do departamento de futebol, prometida pela nova diretoria, teve como primeiro passo o aumento da autonomia do gerente de futebol, Alex Brasil, nas negociações, e a participação de Ricardinho nos contatos iniciais com os clubes e os atletas.

O zagueiro André Vinícius e o atacante Elias, por exemplo, desembarcaram na Vila Capanema graças à amizade entre o treinador e o gerente corintiano, Edu Gaspar – que jogaram juntos no Timão. Os dois foram formados nas categorias de base do Parque São Jorge e foram indicados pelo cartola alvinegro ao amigo Ricardinho.

A amizade do pentacampeão mundial durante a carreira como jogador também proporcionou a contratação do zagueiro Alex Bruno, campeão Mundial de Clubes pelo São Paulo, em 2005. O volante Lucas, que veio do Juventus-SP, foi indicado pelo comandante paranista, que assistiu ao DVD do jogador e gostou do posicionamento do camisa 8 dentro de campo.

A primeira contratação indicada diretamente por Alex Brasil foi o atacante Nílson, ex-Vasco. Segundo o próprio atleta, o gerente o conhecia desde os 15 anos, o que facilitou a transferência do clube cruz-maltino para a Vila Capanema.

O zagueiro Alisson foi o único que não passou pelo crivo de Ricardinho e de Alex Brasil. O jogador foi contratado em dezembro, antes da chegada da dupla, e foi o último jogador, pelo menos por enquanto, com influência do empresário Marcos Amaral.

Principais Manchetes

Receba nossas notícias NO CELULAR

WhatsappTelegram

WHATSAPP: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp. Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.