
As finais do Paranaense entre Atlético e Coritiba, nos dias 6 e 13 de maio, deverão abrigar as torcidas dos dois times, tanto na Vila Capanema como no Couto Pereira. Uma reunião nos próximos dias deve sacramentar o assunto.
O retorno à normalidade tem apoio de todos os envolvidos, inclusive da Polícia Militar, que já afirmou estar preparada para garantir a segurança dos torcedores coxa-brancas e rubro-negros.
"O trabalho da polícia é o mesmo com uma torcida ou duas", declarou o major Manoel Jorge Neto, porta-voz da PM. Foi a corporação, entretanto, que apoiou a realização do Atletiba com torcedores apenas do Furacão na Quarta-Feira de Cinzas. "O que poderá mudar no próximo jogo é que, caso haja duas torcidas, estaremos com policiamento na divisão das torcidas", seguiu.
Ao contrário do que ocorreu até agora, a realização do clássico com os fãs alviverdes e atleticanos agora encontra abrigo em ambos os clubes. De acordo com a assessoria de imprensa, o Atlético mantém o posicionamento da reunião pré-clássico da semana passada, incentivando a presença de atleticanos e coritibanos nos estádios.
O presidente do Coritiba, Vilson Ribeiro de Andrade, não quer mais saber de Atletiba caseiro. "Sou contra torcida única. O Coritiba espera que a final seja com as duas torcidas, porque sem elas perde o espetáculo", comentou.
O Ministério Público do Paraná segue defendendo a presença das duas torcidas e aguarda a reunião entre os envolvidos para se manifestar. A Federação Paranaense de Futebol (FPF), que reclamou ter ficado de fora da decisão anterior, não atendeu as ligações da reportagem.
Colaborou: Gisele Barão



