
Os treinamentos em Foz do Iguaçu, apesar de dedicados mais para o time reserva que estreia no domingo no Paranaense, contra o Operário, às 17 horas, fora de casa, mostraram que o técnico Marquinhos Santos planeja um Coritiba bastante ofensivo (veja campo abaixo). Pudera, afinal de contas, com Alex, Bottinelli e Lincoln no elenco, se não quiser deixar ninguém de fora, terá de, invariavelmente, formar uma equipe para mirar o gol a todo momento sem contar Rafinha e Deivid como homens de frente.
"Jogador de qualidade sempre vai ter espaço na minha equipe, basta encontrar um sistema e equilibrar os setores", resumiu o treinador após ser questionado sobre a possibilidade de escalar o trio na meia cancha.
Entretanto, para que o Alviverde tenha essa vocação ofensiva, alguns jogadores vão precisar se desdobrar. O mais exigido será o solitário volante Willian, que já sentiu na pele durante o jogo-treino com o sub-18 do Foz que vai ter de se multiplicar para correr atrás dos adversários.
Essa tarefa, porém, não ficará restrita a ele. Os laterais terão de colocar o pé no freio, algo complicado para Victor Ferraz e Denis Neves, que têm o forte na chegada ao ataque. Além deles, o próprio trio de meio e a dupla de ataque terão de dar passos atrás para ajudar o pessoal da retaguarda.
Para Marquinhos Santos, não importa quantos meias, quantos volantes ou quantos atacantes estarão em campo. O que vale é o equilíbrio. "Um time ofensivo, porém equilibrado, que até é uma característica minha como treinador. Nesse esquema podemos trabalhar com três atacantes ou três volantes, mas com características ofensivas e que possuam uma boa qualidade de saída de bola e transição de defesa para o ataque", explica.
Essa forma de jogar, porém, será vista somente quando o time titular entrar em campo o primeiro amistoso é na próxima sexta-feira com o Deportivo Colón, da Argentina, no Couto Pereira. Isso porque a equipe que estreia no Estadual vai de uma forma mais cautelosa, ao menos em relação a nomes. Com Júnior Urso e Gil como volantes, o time ganha em marcação, mas perde em criatividade.






