
O Coritiba enfrenta o Arapongas hoje, às 17 horas, no Couto Pereira, com uma arma que parece incansável: o zagueiro Emerson. Após ser o atleta que mais jogou no ano passado, estando em campo em 64 das 72 partidas do Coxa, o defensor é um dos cinco jogadores alviverdes que atuou durante todo o tempo das primeiras quatro rodadas do Estadual, não entrando no rodízio pregado pelo técnico Marcelo Oliveira neste início de ano.
"Cansar, a gente cansa. Mas o meu objetivo é sempre estar dentro de campo, fazendo o meu melhor, independentemente da dor e do cansaço. Este ano vai ser da mesma maneira", garante Emerson. "Eu não quero rodízio. Em 2011 não teve isso. Eles [comissão técnica] têm certo cuidado com alguns jogadores, o que acho certo. Comigo, não. Se eu chegar muito cansado, vendo que vai atrapalhar o grupo, eu peço [para sair]. Mas a princípio não", completa.
Na véspera do confronto com o Arapongas, o zagueiro mostrou que também é difícil de bater fora das quatro linhas. Sob um sol do meio-dia, no meio do calçadão da XV de Novembro, o atleta distribuiu sorrisos e autógrafos por uma hora enquanto tirava fotos com os torcedores na parte curitibana do lançamento da nova camisa alviverde (veja mais sobre o evento oficial, no Rio de Janeiro, na matéria ao lado).
Mas é o esforço em campo que faz o técnico Marcelo Oliveira acreditar que nesta temporada Emerson deve ser novamente o que mais jogará pelo Coxa. "Tende a ser, porque é um jogador que machuca pouco, trabalha forte e é muito regular", diz o treinador, lembrando também que o defensor não precisa ser substituído, pois é equilibrado e não se expõe tanto durante as partidas. "Ele é senhor da posição, com qualidade comprovada", resume o comandante da equipe.
Em relação ao rodízio dos outros atletas, o treinador voltou a reclamar do calendário brasileiro. "Nós tivemos quatro jogos em uma semana e meia. Daqui a pouco, serão dez em um mês. É muito", protesta Oliveira. "Talvez o Brasil seja o único país no mundo que você usa o jogo pela importância dos três pontos e como um treinamento também para recondicionamento físico", completa.
Quanto aos "intocáveis", além de Emerson, o goleiro Vanderlei, o lateral-esquerdo Lucas Mendes, o volante Willian e o meia-atacante Rafinha também atuaram os 373 minutos que o Verdão já esteve em campo em 2012. "Na defesa não se mexe muito, é uma estrutura que precisa estar firme para não levar gols e a partir dali movimentar mais do meio para frente. Até porque o desgaste de um defensor quase sempre é menor do que o de um meia ou de um atacante. E o Rafinha é um jogador que não sente tanto os jogos, corre, marca. É fundamental no processo", explicou Marcelo Oliveira.
Para o confronto de hoje, na estreia do novo uniforme, o treinador poupará o meia Davi e promoverá a volta de Lincoln. Renan Oliveira, Geraldo e Everton Ribeiro brigam por uma posição. Com 37 jogos de invencibilidade no Estadual e 100% de aproveitamento neste ano, o Coritiba espera recuperar no Couto Pereira o primeiro lugar perdido no saldo de gols para o Cianorte, que enfrenta amanhã o Atlético. "O pensamento é dormir na liderança no sábado [hoje]", resume Willian, um dos incansáveis coxas-brancas.




