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Alex elogiou Marquinhos Santos | Hugo Harada / Agência de Notícias Gazeta do Povo
Alex elogiou Marquinhos Santos| Foto: Hugo Harada / Agência de Notícias Gazeta do Povo

Em entrevista publicada na última quarta-feira (5) pelo site Impedimento, especializado em futebol sul-americano, o meia Alex, do Coritiba, defendeu o técnico Marquinhos Santos. O atual comandante alviverde, de 34 anos, é considerado pelo jogador um treinador sem os vícios dos mais velhos.

"O trabalho dele é bom, o resto é conversa mole. Sinceramente, o único treinador que estranhei [na carreira] foi o Zico. Porque era o Zico. Demorou uns seis meses para eu me tocar que era meu treinador e não o camisa 10 do Flamengo. Olho para o Marquinhos do mesmo jeito que olhava para o [espanhol Luis] Aragonés, que tinha 70 anos. Só vejo ele mais novo fora do campo, lá dentro ele é nosso treinador e a hierarquia existe", declarou na entrevista.

"Ele [Marquinhos] é super inteligente, exige a hora que tem que exigir e alivia quando tem que aliviar. Também tem algo ótimo, mas que aqueles que observam de fora não conseguem associar: ele trabalhou com moleques por muito tempo, então a didática dele é moderna, não é um treinador viciado, com conceitos fechados. Quanto a ser criticado, vai ser bom para ele, vai ficar calejado. Não é nem que o torcedor do Coritiba é muito chato, o curitibano é assim mesmo", completou.

Alex não ficou só nos elogios. O ídolo coxa-branca criticou a organização do futebol paranaense e a falta de união entre os clubes.

"O que me surpreendeu negativamente [na volta ao futebol brasileiro] é que, em se tratando de organização, continua a mesma bagunça. Passaram 15 anos e não mudou nada. A Federação Paranaense segue cada vez mais enfraquecida, os clubes andando separados, ninguém consegue sentar junto para tomar um café e trocar uma ideia e isso, em 2013, me entristece bastante. Confesso que esperava alguma evolução nesse sentido, mas estagnou de uma forma deprimente", disse Alex, que ressaltou que a rivalidade é dentro de campo e que, fora dele, os clubes devem conversar pelo bem do futebol.

O capitão do Coritiba ressaltou como problema o impasse do local da primeira partida da decisão do Campeonato Paranaense. O Atletiba ocorreu na tarde de um domingo na Vila Olímpica, estádio sem iluminação.

"Não podemos decidir um campeonato com um clássico para 4, 5 mil pessoas. Isso é uma vergonha. No jogo da ida, eu e o Renan Foguinho [volante do Atlético] chegamos no juiz e perguntamos quanto faltava para acabar. Ele respondeu ‘ainda tem 30 minutos’. Nós dissemos ‘mas ninguém mais enxerga a bola’. Ele ainda brincou: ‘vocês querem que eu termine agora?’. Todos levamos na brincadeira, mas olhando seriamente, em uma decisão de Paranaense, isso não pode acontecer. Afinal, você não oferece uma boa situação para o seu torcedor. Nessa história toda, o único que teve boa vontade foi o Paraná Clube, que ao menos ofereceu um local", opinou.

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