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Paranaense

Atacantes na secura

Linha de frente do Coritiba apresenta desempenho inferior ao do ano passado e quebra a cabeça do técnico Marcelo Oliveira

Marcel foi o primeiro jogador testado como dono da 9 alviverde em 2012: fez quatro gols, mas não ganhou a confiança da torcida | Daniel Castelano / Gazeta do Povo
Marcel foi o primeiro jogador testado como dono da 9 alviverde em 2012: fez quatro gols, mas não ganhou a confiança da torcida (Foto: Daniel Castelano / Gazeta do Povo)

O Coritiba entra em campo amanhã para enfrentar o Cianorte, no Couto Pereira, com a expectativa de manter a liderança do Paranaense. A missão seria mais fácil se os atacantes alviverdes encer­­rassem a escassez de bolas na rede que tem marcado este início de temporada.

Analisado o desempenho dos jogadores da posição, um número em especial chama a atenção – e mostra o tamanho do problema encarado pelo técnico Marcelo Oliveira para repetir o sucesso recente: a soma dos gols de todos os centroavantes neste ano é menor do que a quantia de gols de Marcos Aurélio, so­­zinho, no mesmo período em 2011. Com um gol de Roberto, três de Anderson Aqui­­no, um de Caio Vinícius e quatro de Marcel, o Coxa versão 2012 tem nove gols de jogadores de frente. Um a menos do que fez o baixi­nho que trocou o Alto da Glória pelo Beira-Rio após o último Brasileiro.

As explicações para a discrepância de rendimento são as mais diversas. Marcelo Oliveira, por exemplo, lembra que os adversários jogam muito fechados contra o atual líder do Estadual. "Um jogador pode se destacar individualmente quando o todo vai bem. E essa oscilação pode estar nos prejudicando nessa situação. Mas é passageiro, momentâneo", desconversa o treinador.

Oliveira não pode ser acusado de omissão na tentativa de encontrar a melhor opção para a camisa 9. O comandante começou com Marcel como titular, mas a paciência da torcida durou só as primeiras oito rodadas. Depois, o jovem Caio Vinícius surgiu como a solução, marcou logo na primeira partida, mas não teve o mesmo sucesso na sequência. Por fim, recuperado de uma lesão, foi a vez de Anderson Aquino, o titular de amanhã, contra o Cianorte.

O atual responsável pelo poder de fogo verde e branca, porém, não tem tido o mes­­mo desempenho de 2011, quando marcou o dobro dos gols no mesmo período. "O time não encaixou bem ainda, mas tem tudo para encaixar. Na contrapartida, o pessoal de trás tem ajudado bastante. O Emerson está com sete gols já, o Lincoln também", argumenta ele, destacando que os zagueiros contribuíram com o mesmo número de gols que os atacantes: nove. "Acho que no ano passado teve muitos gols, então a cobrança é natural que venha mesmo. Mas estamos cientes disso e vamos fazer de tudo para melhorar", promete, lembrando que é necessária mais movimentação para criar os espaços no ataque.

Aquino destacou-se na atual temporada na vitória por 2 a 0 sobre o Nacional, pela Copa do Brasil, quando marcou os dois da classifica­­ção. Algo que quer repetir mais vezes. "Para parar este tipo de especulação [sobre os atacantes não marcarem] é só fazendo gols mesmo", resume o atual camisa 9.

Se ajudar, o experiente Tcheco também pode indicar o que é necessário para que os atacantes caiam na graça da torcida. "Acho que precisa de um pouquinho de capricho, um pouquinho de concentração no último arremate", ensina o meia, após lembrar-se da frustrante derrota para o ASA de Arapiraca, Alagoas, na quarta-feira, pela segunda fase da Copa do Brasil. Amanhã, às 19h30, os avantes têm mais uma oportunidade de começar a mudar esse cenário desolador.

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