
A estreia de Celso Roth não foi a dos sonhos, mas ao menos o Coritiba venceu de maneira pragmática, é verdade, uma marca do novo comandante e conseguiu avançar à segunda fase da Copa do Brasil: 2 a 0 sobre o Cene-MS. O adversário agora será a Caldense-MG, que eliminou o Duque de Caxias. Julio César e Carlinhos marcaram os gols do triunfo alviverde.
"Não somos máquinas. Somos seres humanos. Quando nós ficamos um tempo afastado, seja por qualquer razão, quando volta é emocionante", admitiu Roth, falando da experiência de ter ficado um ano e quatro meses desempregado, desde que se desvinculou do Cruzeiro. "Eu sou ansioso também, quero dar resposta para o torcedor como qualquer um", acrescentou o técnico.
Na primeira oportunidade que teve para dar essa resposta, Roth promoveu a estreia do volante Baraka como titular, um dos melhores em campo, e do meia Jajá, que entrou no segundo tempo. Dentro de campo o que se viu foi um time que tentava controlar o jogo com o toque de bola, com uma linha de três armadores e só um atacante, bem fechado na defesa, outra característica do treinador gaúcho.
Porém, sem Alex, lesionado, a vitória não veio de forma fácil, com os gols saindo quando a torcida já demonstrava irritação com a falta de objetividade no ataque, durante o segundo tempo. O primeiro gol foi de um dos mais criticados, o atacante Julio César, após um bom passe de Roni (19).
"Ano passado eu estava jogando com lesão. É só ver os números [neste ano]. Quanto mais me criticam, mas eu me dedico para ajudar o time a conseguir vitórias", disse Julio César. O segundo foi um golaço de Carlinhos, após driblar dois adversários e chutar alto (27).
"Achei a torcida completamente com a razão. Torcedor é passional. Profissional somos nós. Não vou dizer o que o torcedor tem de fazer. É normal, compreensível, vai nos exigir sempre", admitiu Roth. "Temos um elenco de valor e estamos fazendo contratações pontuais, mas esse grupo tem muita qualidade. Difícil o torcedor aceitar isso hoje, mas com o tempo eles verão", apostou o técnico.
"O Cene é uma equipe boa, experiente, que nos trouxe problemas. Típico jogo que tínhamos a obrigação de vencer bem. Mas com a equipe desequilibrada como estava, e com oito dias de trabalho, acho que foi bem. Mas não é o que nós queremos, pretendemos ir mais além", garantiu o treinador, emocionado por "voltar ao batente".



