
A busca do Coritiba pelo tetracampeonato no Estadual não começou da mesma forma que nas campanhas vitoriosas até chegar ao tricampeonato.
O empate sem gols contra o Operário, nesse domingo (20, no Estádio Germano Krüger, quebrou uma sequência de três anos (2010-2011-2012) em que o Alviverde começou o Paranaense com vitória. Segundo a avaliação pós-jogo, histórico e placar que não chegaram a preocupar.
No discurso, apenas sinais de tranquilidade e promessa de um projeto a curto prazo.
"Estamos ganhando o elenco para o ano. Gostei da postura da equipe. Jogamos praticamente com um volante só [Júnior Urso], girando um 4-3-3, apertando a saída do adversário, mesmo jogando na casa deles", disse o técnico Marquinhos Santos.
Mesmo com o time reserva, jogando fora de casa, e com o ataque do Fantasma dando trabalho para o goleiro Vanderlei com chutes de fora da área, o Alviverde teve a melhor chance do jogo. E a perdeu.
Aos 46 minutos da etapa inicial, Fabinho cometeu pênalti em Djair. O peruano Ruidiaz foi para a cobrança. Mas, com um chute fraco, a bola foi rolando pelo gramado até a defesa do goleiro Silvio.
O desperdício da oportunidade foi minimizado pelos colegas de equipe. "Jogamos em um campo pesado, tivemos os erros normais de um primeiro jogo. Valeu a vontade de todos em campo. O goleiro deles fez grandes defesas, mas, em nenhum momento a culpa do empate foi dele [Ruidiaz]", defendeu o capitão Chico.
Único titular em campo, o goleiro Vanderlei seguiu a mesma linha de ignorar o tropeço. "Eles estão treinando desde novembro, ainda assim, tivemos as melhores chances do jogo. Não tomamos gols e estamos levando um ponto para casa."
Além de ter de aguardar mais tempo para ver o time vencer no Paranaense, o torcedor coxa-branca também segue na contagem regressiva para ver principal estrela na temporada estrear: faltam cinco dias para que Alex volte a defender o clube, no amistoso contra o Cólon, da Argentina, no Couto Pereira.
Antes, o Coxa joga em seu estádio pelo Estadual, ainda com o grupo reserva, na quarta-feira, às 20h30, contra o Paranavaí.
Bonde
O peruano Ruidiaz terminou o jogo na berlinda. O pênalti muito mal batido (bola rolandinho, no meio do gol) coroou uma tarde em que nada deu certo para o atacante.
Apito
Não bastasse a falta de gols, o torcedor assistiu a um jogo violento, com nove cartões amarelos (seis para o Operário). O árbitro Edivaldo Elias da Silva estava confuso.
Falatório
Marquinhos Santos, técnico do Coxa, aprovou a largada do time. Disse ele: "Estamos preparando atletas e a equipe para que se possa ter um ano vitorioso".
Operário 0 x 0 Coritiba















