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Brasileiro

Defesa vira legado de técnico interino para Mancini no Atlético

Novo treinador, que começa hoje a trabalhar no Rubro-Negro, recebe de Alberto Valentim um time mais forte na marcação, mas afundado na ZR

Luiz Alberto vai à loucura depois de não receber o passe do atacante Marcão: chance perdida, nenhum ponto e a vice-lanterna | Daniel Castellano/ Gazeta do Povo
Luiz Alberto vai à loucura depois de não receber o passe do atacante Marcão: chance perdida, nenhum ponto e a vice-lanterna (Foto: Daniel Castellano/ Gazeta do Povo)

Vagner Mancini assistiu ao Atletiba do terceiro anel do Couto Pereira, acima da torcida atleticana. Viu um time na contramão da campanha rubro-negra no Brasileiro: forte na marcação e pela primeira vez sem fazer gol. Apenas o resultado foi corriqueiro. O novo treinador começa, hoje, a trabalhar para tirar o clube da zona de rebaixamento. A estreia, porém, será pela Copa do Brasil, quarta-feira, contra o Paysandu, em Belém.

Interino no Atletiba, o auxiliar Alberto Valentim usou sua experiência de uma década na Itália para montar um eficiente sistema defensivo. Com a troca de Felipe por Juninho, reforçou a marcação no meio com três volantes e desfez o posicionamento em linha da zaga. Como Everton e Zezinho voltavam para ajudar, o Atlético sempre tinha nove jogadores marcando. O primeiro impacto foi deixar para o Coxa apenas a bola parada como arma para ameaçar Weverton. Com mais posse de bola (53% x 47%), o Atlético criou mais chances de gol que o rival.

"Gostei do time, foi guerreiro. Marcamos muito bem, fomos muito bem na bola parada, que era uma preocupação nossa. Fico triste por não fechar a semana com vitória", afirmou Alberto. "Ganhamos a maioria das bolas no meio de campo. O gol foi um acidente", reforçou o volante Bruno Silva.

Como era comum na função de auxiliar, Alberto esteve muito agitado na área técnica. No fim do primeiro tempo, foi à loucura com Pedro Botelho porque o lateral não apareceu para receber a bola em um escanteio. Também reagiu rapidamente às situações do jogo, como quando chamou Marcelo no banco de reservas imediatamente após a contusão de Diogo Goiano.

"Ganhamos na bola parada com o Paulo Baier, deixamos o time mais ofensivo. O Marcelo, quando está bem no jogo, ajuda bastante", comentou o auxiliar, que vê bastante trabalho à espera de Mancini.

"Tem muita coisa para fazer, para melhorar. A classificação nos diz isso. Ele vai colocar a cara dele", afirmou Alberto. "Acertando algumas coisas, o time vai fazer uma campanha boa. Quem viu o jogo hoje [ontem], sabe que não merecíamos perder."

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