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Copa do Brasil

Doída e amarga

Mesmo com um a mais em campo, Coritiba perde para o São Paulo e precisa de dois gols de vantagem para voltar à final do torneio nacional sem a necessidade de pênaltis

Lucas comemora com o capitão são-paulino Luís Fabiano o gol único que decretou a vantagem do time paulista nas semifinais da Copa do Brasil: Coritiba fala em não abaixar a cabeça | Jonathan Campos, enviado especial/ Gazeta do Povo
Lucas comemora com o capitão são-paulino Luís Fabiano o gol único que decretou a vantagem do time paulista nas semifinais da Copa do Brasil: Coritiba fala em não abaixar a cabeça (Foto: Jonathan Campos, enviado especial/ Gazeta do Povo)

Uma derrota amarga e doída. Essa é a melhor definição do revés de ontem do Coritiba por 1 a 0 para o São Paulo, no Morumbi, no primeiro jogo das semifinais da Copa do Brasil. Amarga porque o Alviverde precisa de uma vantagem de dois gols na partida da volta, na próxima quarta-feira, para chegar a segunda final consecutiva do torneio nacional, repetindo o panorama da decisão do torneio no ano passado, contra o Vasco.

E doída porque o time teve chances de vencer o duelo, especialmente por ter um jogador a mais em campo na etapa final – Paulo Miranda foi expulso aos 14 minutos – e sofreu o gol, em uma jogada individual de Lucas, quando a partida se encaminhava para o fim (43’).

Repetindo uma tônica da equipe na disputa mata-mata, o ataque voltou a passar em branco em uma partida como visitante – marcou apenas um gol nos últimos oito jogos fora de Curitiba pela Copa do Brasil.

Nada, porém, que abale os ânimos, dizem os coxas-brancas. "Acredito que daria para levar um empate, mas em uma jogada individual o Lucas foi feliz e acertou o chute. Mas não tem nada perdido. Temos condições de reverter em casa, impondo o nosso ritmo", garantiu o lateral-direito Ayrton.

O goleiro Vanderlei, porém, preferiu reclamar da defesa no lance que sacramentou o revés. "O Lucas contra três [defensores], tem de fazer a falta. Nós sabemos que ele é rápido. Se não encurtar o espaço ele faz. Mas temos condição de vencer em casa", afirmou.

Mas não precisava ser assim. Diante de um Morumbi com 40 mil pessoas, o Coritiba conseguiu equilibrar o confronto. Para aqueles que esperavam o Coxa com dificuldades de atacar por causa da escalação de três volantes – Gil foi a surpresa do técnico Marcelo Oliveira em substituição a Lincoln –, o time demonstrou ofensividade. Só que na hora de finalizar... "A essência do jogo é o gol. Então não pode dizer que não foi justo. Mas acredito que merecíamos um resultado melhor", resumiu Marcelo Oliveira. "Pagamos um preço caro", emendou.

Aí, pressionado pela arquibancada, com os torcedores pedindo raça, o São Paulo se soltou. Acertou uma bola na trave com Luís Fabiano. E Lucas, rápido e eficiente, fez o que o Coxa não teve capacidade.

Agora, o jeito é mudar o foco e voltar a pensar no Campeonato Brasileiro – o Alviverde tem apenas uma vitória em quatro jogos. O próximo adversário é o Atlético-GO, no Couto Pereira, no domingo. Depois disso, o São Paulo de novo. E a missão de fazer as pazes com o gol.

O jogo

O Coxa começou melhor e teve chances de marcar em chutes de fora da área. Já o São Paulo incomodava com Lucas pela direita. Na etapa final, mesmo com o Alviverde tendo um a mais desde os 14’, quem marcou foi o São Paulo, justamente com Lucas, aos 43.

São Paulo 1 x 0 Coritiba

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