
A vitória sobre o Joinville deixou o Coritiba na liderança do Grupo G e a três jogos da semifinal. Um cenário impensável quando o campeonato começou e diante da saída de Dino Sani do comando técnico, porém cada vez mais real.
O Coritiba mal teve tempo para saborear a vitória sobre o Joinville. Menos de 12 horas depois da partida, os jogadores estavam de volta ao Couto Pereira. No início da tarde, seguiram de ônibus até São Paulo. Uma viagem de 400 quilômetros que, se terminasse com vitória, deixaria o Coxa mais perto ainda da semifinal da Taça de Ouro.
“Por quê não?”, questionou o goleiro Rafael. “Nossa equipe está jogando um bom futebol, dentro de um esquema tático moderno e só tem de estar com a cabeça tranquila para desenvolver a função”, prosseguiu.
O Coritiba teria os reforços de Toby e Índio, que cumpriram suspensão contra o JEC por cartões tomados exatamente contra o Corinthians. E a motivação especial de seu goleiro, escorraçado de Parque São Jorge pela Democracia Corintiana, que ainda tinha dois ícones no time de Carlos Alberto Torres: Casagrande Wladimir.
“Vamos enfrentar uma leão feroz, um Corinthians que precisa emergir da crise. A responsabilidade deles é anda maior. Mesmo que possua Serginho, Casagrande e outros craques, é uma equipe de homens normais”, afirmou.
Foi encontrado na Vila Hauer o Fiat do lateral Dida, tomado de assalto após o jogo com o Joinville, quando o jogador foi deixar sua namorada na Água Verde. Dida, assim, embarcou no ônibus-leito que levou o Coxa a São Paulo com uma preocupação a menos. Restava ainda saber se ele seguiria com o grupo ou teria, mesmo, de se apresentar na semana seguinte à seleção brasileira de juniores. O Coritiba tentava a liberação.
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