
Após Coritiba (duas vezes), Atlético e Londrina (uma vez cada) baterem na trave, o futebol paranaense finalmente estava na final do Campeonato Brasileiro. Façanha alcançada pelo Coritiba, com uma jornada épica no Mineirão lotado. Rafael segurou o grito de gol de quase 80 mil atleticanos – especialmente no arremate de Reinaldo, nos minutos finais, que os mineiros morrerão jurando que a bola foi puxada de dentro do gol – e garantiu o empate por 0 a 0, que levou o Coxa para a final da Taça de Ouro.
Classificação conquistada com a fórmula que marcou o time desde a chegada de Ênio Andrade, ainda durante a primeira fase: solidez defensiva, pouco espaço para o adversário, estocadas perigosas no contra-ataque. Restava apenas um degrau para o Coritiba alcançar a taça de campeão nacional: bater o surpreendente Bangu, no Maracanã.
Um time que venceu o Flamengo no Maracanã, o Goiás no Serra Dourada, o Joinville em Joinville, o Cruzeiro no Mineirão, o São Paulo no Morumbi, merece chegar à final
Foi o jogo mais tenso que disputei em minha carreira. Tensão mesmo foi no finalzinho, naquela falta batida pelo Nelinho e que teve até replay. Foi demais mesmo.
Este é um momento histórico, pois o Coritiba acaba de provar que é forte. É sua afirmação definitiva no cenário brasileiro. Há muita coisa em jogo, muita coisa extracampo que nem é preciso falar.
Ainda faltavam três minutos para o jogo acabar no Mineirão, mas a torcida coxa-branca não quis nem saber de esperar o apito final. Aos milhares, foram tomando as ruas da cidade. A XV era o centro nervoso da comemoração, mas também pelo Alto da Glória, Tarumã, Boqueirão, Hauer... Com a bandeira do time em uma mão e uma cerveja na outra, comemoravam não só a classificação do Coritiba para a final, como também a vaga na Taça Libertadores da América – primeira participação do futebol paranaense no prestigioso torneio continental.
O Coritiba mediria forças com um carioca, dentro do Maracanã, pelo título brasileiro. Na semifinal das zebras, o Bangu derrotou o Brasil de Pelotas por 3 a 1 – gols de Ado e Marinho (duas vezes) para os alvirrubros; Bira marcou para os gaúchos de Pelotas.
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