
Após 80 dias de espera, o Coritiba finalmente voltou a campo pelo Campeonato Brasileiro de 1985, para enfrentar o Sport, na Ilha do Retiro. A nova formação testada pelo técnico Ênio Andrade deu certo. Trouxe um precioso ponto na bagagem, mas não acalmou totalmente o ambiente – nos bastidores, já havia até um nome certo para substituir o gaúcho no banco de reservas alviverde.
Marildo entra e faz a diferença
Ênio Andrade reforçou o meio-campo do Coritiba para a estreia na segunda fase da Taça de Ouro. Marco Aurélio, meia ofensivo, foi sacado. Marildo entrou em seu lugar para aumentar a proteção da zaga. Deu certo.
No gramado encharcado da Ilha do Retiro, o Coxa conteve a pressão dos pernambucanos. Quando sucumbiu, Rafael estava lá para segurar as tentativas de Luís Carlos e Joãozinho. Nos contra-ataques, Dida, Índio e Edson levaram perigo à meta de Paulo César. No segundo tempo, um gol pra cada lado: Milton Cruz para o Leão e, claro, Marildo, de cabeça, para o Coxa.
Uma sombra para Ênio Andrade
O bom ambiente trazido pelo empate esbarrava em um problema nos bastidores do Alto da Glória. O clube encontrava dificuldades em renovar o contrato do treinador para o Campeonato Paranaense, que iniciaria logo após o Brasileirão. A exigência de um aumento salarial era visto nos corredores do clube como um sinal de que Ênio não queria continuar. Por isso, até o nome de um substituto começava a circular: Cláudio Duarte.
O mundo além do futebol
O secretário-chefe da Casa Civil, Euclides Scalco, vinha a público rebater as acusações de Airton Cordeiro e Luís Alberto Martins de Oliveira (ambos do PDS) de que o governo estadual teria usado dinheiro do caixa estadual para encomendar uma pesquisa sobre as eleições de Curitiba. “O Palácio Iguaçu não tem candidatos. Apoiará quem for indicado pela convenção do PMDB”, afirmou Scalco.
O ministro das Minas e Energia, Aureliano Chaves, despistava sobre a data e a intensidade do aumento do preço da gasolina e derivados de petróleo. As únicas indicações eram de que o reajuste seria “o menor possível” e “protelado ao máximo”.
Os governos de Estados Unidos e União Soviética anunciavam, para novembro, um encontro entre o presidente americano Ronald Reagan e o líder soviético Mikhail Gorbachev. Seria o primeiro encontro entre os principais líderes dos dois países em seis anos.






