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diário de 85

5/7/1985 – Almir pronto para Casão: “Vou marcá-lo que nem carrapato”

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Crescia a expectativa para o jogo contra o Corinthians, o primeiro do Coritiba em casa na segunda fase da Taça de Ouro. Enquanto a torcida se mobilizava para comprar a carga de 62 mil ingressos, o time tomava um susto: o volante Almir ficava fora do primeiro treinamento coletivo para o jogo.

Almir, a sombra de Casagrande

Para deter um Corinthians estrelado, com os selecionáveis João Paulo, Serginho Chulapa, Casagrande, Carlos, Wladimir, Zenon e Juninho, o Coritiba apostava na estratégia. E um duelo em especial se anunciava como resumo do que seria o jogo: Almir contra Casagrande. “Vou marcá-lo em cima que nem carrapato. Não quero nem saber se ele é da seleção brasileira”, avisava Almir.

Casão era o símbolo do Corinthians de Carlos Alberto Torres. Titular da seleção brasileira que, durante o recesso do Campeonato Brasileiro, classificou-se para a Copa do Mundo de 1986. Casagrande fez o primeiro gol na crucial vitória por 2 a 0 sobre o Paraguai, no Defensores Del Chaco.

O problema é que Almir, primeiro volante coxa-branca, foi a principal ausência do primeiro treinamento coletivo para o jogo contra o Corinthians. Uma rara atividade de portões fechados – o que frustrou os torcedores que foram ao Couto Pereira na tarde de sexta-feira. “Dores musculares na coxa esquerda”, explicou o médico João Carlos Vialle. “Se ele não puder jogar, vai o Marildo”, reforçou Ênio Andrade.

O mundo além do futebol

No Paraná

Pegava fogo a convenção estadual do PMDB, marcada para o dia de Coritiba x Corinthians. Ao todo, 30 mil filiados participariam da convenção. O deputado Rubens Bueno reclamava que negociatas e acordos de bastidores prejudicavam a convenção em Campo Mourão. Roberto Requião e Adhail Passos se reuniam para compor chapa à prefeitura de Curitiba.

No Brasil

O governo federal aguardava o posicionamento do FMI sobre o pacote econômico anunciado no início da semana. Somente depois deste parecer, o Brasil retomaria as negociações com o Fundo Monetário Internacional sobre a dívida externa do país.

No mundo

O advogado Hélio Pereira Bicudo anunciava que levaria à Organização das Nações Unidas (ONU) um pedido para que o Vaticano revisse a sanção imposta ao teólogo Leonardo Boff. A Santa Sé havia imposto ao frei, principal teórico da Teologia da Libertação, um ano de silêncio. Suas ideias eram consideradas perigosas para a doutrina católica. A punição a Boff teve como principal articulador o cardeal Joseph Ratzinger.

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