
A responsabilidade sobre a queda de rendimento do Coritiba no Brasileirão ganhou um novo personagem: Felipe Ximenes. Apesar de contar com o respaldo da diretoria, o superintendente de futebol do clube desde 2009 tornou-se alvo da revolta da torcida, que havia escolhido anteriormente o técnico Marquinhos Santos como culpado pela falta de resultados positivos. Agora, ambos estão na mira das arquibancadas.
Pelas redes sociais na internet, os pedidos de "Fora Ximenes" se multiplicaram após o empate com o Bahia por 2 a 2 no domingo, no Couto Pereira. Desde que o time perdeu a invencibilidade na 11.ª rodada, foram apenas 2 vitórias em 11 jogos, com um aproveitamento de apenas 27%.
A principal razão apontada pelos torcedores para cobrar uma mudança na superintendência de futebol é a pequena margem de acerto nas contratações. Tirando o zagueiro Leandro Almeida, nove jogadores ainda não emplacaram no Alto da Glória Patric (já foi embora), Bottinelli, Diogo, Iberbia, Uelliton, Vitor Júnior, Bill, Arthur e Julio César.
A alegação não procede, segundo o presidente Vilson Ribeiro de Andrade, que divide a responsabilidade pelas contratações com Ximenes e mais dez pessoas da direção e da comissão técnica. Discurso corroborado pelos pares de diretoria. "Seria inconsequente jogar toda a responsabilidade em cima do Ximenes. Ninguém vem sem o aval do presidente", comentou o vice-presidente de futebol, Paulo Thomaz de Aquino.
O processo de contratação do Coxa começa com os potenciais reforços observados principalmente pelo técnico Marquinhos Santos e pelo superintendente. Os aprovados têm seus nomes passados para outros níveis da diretoria. A palavra final é do presidente e do departamento financeiro.
Mesmo com a responsabilidade diluída, a diretoria reconhece que a expectativa sobre alguns jogadores não foi alcançada. "Contratamos com respaldo e referência, mas nem sempre o momento do atleta é o que gostaríamos. Procuramos as melhores alternativas dentro das nossas limitações e às vezes não acabam correspondendo", completou Aquino.
A reportagem da Gazeta do Povo tentou conversar com Ximenes, mas ele afirmou que não tinha nada a comentar sobre o assunto.



