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Mudança de técnico põe em xeque ‘planejamento de longo prazo’ do Coritiba

Ney Franco vai substituir Marquinhos Santos no comando do Coritiba no Brasileirão 2015. | Hedeson Alves /Gazeta do Povo
Ney Franco vai substituir Marquinhos Santos no comando do Coritiba no Brasileirão 2015. (Foto: Hedeson Alves /Gazeta do Povo)

A saída do técnico Marquinhos Santos e o anúncio da contratação de Ney Franco para o comando do Coritiba, nessa segunda-feira (8), indicou mais do que a mudança de um treinador em um clube de futebol – o sexto a cair, em seis rodadas do Brasileiro-2015.

A substituição afeta o núcleo do projeto a longo prazo apresentado pela diretoria do clube, em dezembro.

Com um contrato de dois anos e próximo às categorias de base do Coxa, Marquinhos era o responsável por colocar em prática o planejamento estratégico de reformular o elenco usando garotos criados no clube.

A partir desta temporada, o ex-comandante alviverde havia utilizado sete jogadores forjados no CT da Graciosa: Rafhael Lucas, Vaná e Henrique, todos com chance no time titular; além dos testados Ícaro, Mateus Oliveira, Paulo Otávio e Wallison.

“É fácil criticar o contrato de dois anos, mas o Marquinhos era unanimidade nacional no final do ano passado”, defendeu o vice-presidente de futebol, Ernesto Pedroso, em entrevista à Rádio Transamérica. “Mas ninguém tem bola de cristal para saber que teríamos cinco derrotas em seis partidas no Brasileiro”, justificou. A Gazeta do Povo tentou contato com o dirigente para comentar a alteração do projeto, mas ele não atendeu.

O aproveitamento da base, por mais que ainda atinja a meta de ser um terço do elenco profissional,12 dos 36 jogadores, é algo que aos poucos tem diminuído. O meia Dudu foi o primeiro que perdeu espaço, sendo emprestado para o Criciúma. Depois o goleiro Vaná, titular em todo o Paranaense, foi para a reserva por causa de uma falha no final do Paranaense. Contra o Internacional, domingo (7), apenas duas apostas recentes da base começaram a partida: Henrique e Rafhael Lucas.

Essa presença pequena dos pratas da casa é consequência direta das contratações, que a princípio deveriam ser pontuais. Com Esquerdinha, Marcos Aurélio e Lúcio Flávio, o Coxa chega a 18 reforços nesta temporada.

No meio disso tudo, a política de renovação e reestruturação do futebol já havia sofrido uma baixa com o desligamento do executivo João Paulo Medina, o CEO (Chief Executive Officer) do departamento.

A promessa era “a reestruturação administrativa do clube por meio da implantação de um novo modelo de gestão. O G5 [cúpula do clube] passa a ser altamente estratégico não participando das rotinas operacionais e táticas da organização”. Cinco meses depois, o cargo de CEO foi extinto.

Na sua segunda passagem pelo Coxa, Marquinhos Santos teve aproveitamento de 54,6% em 50 jogos, 25 vitórias, 7 empates e 18 derrotas. Foram 68 gols marcados e 51 sofridos enquanto esteve à frente da equipe. O demitido não comentou a decisão.

Ney Franco, que treinou o Coxa entre os anos de 2009 e 2010, recomeça no clube nesta quarta-feira (10). A estreia – e a batalha para tirar o Coritiba da zona de rebaixamento – será contra o Flamengo, sábado, no Couto Pereira.

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