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Negueba reflete o ‘novo’ Coritiba em campo

Dos poucos titulares escalados por Ney Franco contra o Grêmio, atacante se afastou dos problemas e passou a render mais em campo

Negueba voltou a se firmar como titular no Coxa. | Henry Milleo/Gazeta do Povo
Negueba voltou a se firmar como titular no Coxa. (Foto: Henry Milleo/Gazeta do Povo)

Um dos símbolos da recuperação do Coritiba na temporada, Negueba será a referência do técnico Ney Franco contra o Grêmio para tentar ir às quartas de final da Copa do Brasil. Nesta quinta-feira (27), às 21 h, em Porto Alegre, o atacante será um dos poucos titulares em campo – ele e mais quatro estão escalados. Após derrota por 1 a 0 em Curitiba, o Coxa volta a priorizar a luta contra a zona de rebaixamento no Brasileirão.

Após amargar a reserva nos últimos três meses, Negueba recuperou a titularidade há três rodadas. O bom momento coincide com a recuperação do Coxa, que venceu três dos últimos quatro jogos após uma sequência de nove partidas sem vitórias.

Hoje o atacante é o segundo maior driblador do time, o 9.º do Brasileiro, além de ser um dos principais cruzadores. Nos últimos três jogos melhorou em 35% o aproveitamento nas roubadas de bola e de 42% nos passes certos.

LINHA DO TEMPO: relembre os altos e baixos de Negueba no Coritiba

O reconhecimento da boa fase vem do próprio técnico. “É um jogador envolvido com o trabalho e com muito mais autoconfiança. Resgatamos isso. Está envolvido no projeto, tem o carisma e está crescendo no momento certo”, avalia Ney Franco.

Uma das principais contratações da temporada, Negueba fez um bom Paranaense, chamando a atenção por jogadas de efeitos e dribles, muitas vezes sem objetividade. Após a perda do título, caiu de produção acompanhando o time à ZR.

Problemas particulares fizeram a cobrança aumentar. A esposa do jogador chegou a postar na internet, em junho, que ele havia perdido o foco na carreira, preferindo beber com amigos. “Ele errou muito, mas mostrou amadurecimento. Com o respaldo da diretoria e da torcida, retomou o foco”, diz Camargo Júnior, empresário do jogador.

“Brinquei até com o Gilberto [Gaertner, psicólogo do clube] que queria ser chamado de Guilherme agora, pois estou em um novo momento”, diz o jogador.

A história do atacante com o Coritiba poderia ter começado antes, em 2014, não fosse exatamente o comportamento. A chegada ao Alto da Glória, portanto, é encarado como um recomeço. “O Coxa acreditou nele quando estava em baixa. Hoje ele quer ser parte ativa na recuperação do time”, concluiu Júnior.

Para avançar, o Coxa precisa vencer por dois ou mais gols de diferença. Se vencer pelo placar mínimo, a decisão será nos pênaltis.

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