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Eleições

Oposição do Coritiba admite que não pode prometer grandes títulos para 2015

Integrantes da chapa Coxa Maior afirmam que é preciso reestruturar o Coxa antes de pensar em troféus

Ricardo Guerra e Ernesto Pedroso, membros do G5 da chapa de oposição dizem aos sócios que não há como prometer títulos ao Coritiba para o ano que vem | Hugo Harada / Gazeta do Povo
Ricardo Guerra e Ernesto Pedroso, membros do G5 da chapa de oposição dizem aos sócios que não há como prometer títulos ao Coritiba para o ano que vem (Foto: Hugo Harada / Gazeta do Povo)

A chapa de oposição do Coritiba, encabeçada pelo cartorário Rogério Portugal Barcellar, não promete grandes títulos para 2015 se vencer a eleição do próximo dia 13. "Seria inconsequente prometer um título já para o ano que vem. Queremos conquistar um grande título daqui dois anos", disse um dos integrantes do G5 da chapa Coxa Maior, Ernesto Pedroso, em evento para cerca de 80 torcedores na noite de terça-feira (2). Mais tarde, no mesmo evento, o candidato falou em retomar a hegemonia paranaense, o que remete "grandes títulos" a conquistas nacionais.

O encontro de membros da chapa de oposição tem ocorrido diariamente e serve para os associados indecisos ouvirem as propostas e tirarem suas dúvidas. Na terça-feira, além de Pedroso, também estava presente o candidato a vice-presidente Ricardo Guerra.

A argumentação da oposição para não prometer títulos tem a ver com a reestruturação que o grupo quer fazer no clube. O que passa por uma auditoria das contas do Coxa - incluindo uma revisão do contrato com a Pró-Tork, responsável por construir a Nova Mauá -, além de mais transparência e investimento na base e no marketing.

"Estou cansado de passar vergonha, de ver o time lutar para não cair no Brasileiro", admitiu Guerra. "Quando você vê o elenco subir do vestiário com uma faixa reclamando de salários, você chega no fundo do poço", acrescentou.

Guerra admite que a tarefa de reestruturar o Coritiba será difícil. Mas ressalta que o grupo de oposição tem capacidade para reerguer o clube. "Não vamos nos iludir. Vamos levar 7, 8, 9 anos para reconstruir o clube", afirmou Guerra, garantindo que, com a reforma do estatuto pretendida pela chapa, não existirá mais reeleição no clube.

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