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Brasileiro

Preço e torcida travam destino de cadeiras do Couto Pereira

Rejeição de torcedores organizados e valor menor do ingresso impedem a transferência dos assentos para curva de entrada do estádio

Cadeiras que estavam na reta da Mauá ainda não têm destino certo | André Rodrigues / Gazeta do Povo
Cadeiras que estavam na reta da Mauá ainda não têm destino certo (Foto: André Rodrigues / Gazeta do Povo)

As obras da reforma da reta da Mauá do Couto Pereira completaram ontem 50 dias e até agora o clube não sabe o que fazer com os assentos retirados do setor – no local serão instaladas novas cadeiras, de alto padrão, além de camarotes. O certo, porém, é que eles não serão transferidos para a curva de entrada do estádio, onde as arquibancadas permanecem no concreto.

O Coxa não ouviu os torcedores de forma oficial, mas assim que foi cogitada a hipótese de levar para lá os assentos, recebeu rejeição imediata nos bastidores. Com a reaproximação do clube com a principal organizada, a Império Alviverde, a diretoria entendeu que o desgaste não valeria a pena, já que o local é onde a torcida fica durante os jogos. "A diretoria não iria passar a cadeira para lá, porque é um local que a torcida fica muito em pé, cantando, o que sobrou do futebol antigo", comentou o presidente da Império, Reimackler Graboski.

Internamente, uma das justificativas para que a curva de entrada siga como é hoje é o aumento do preço dos ingressos e do planos de sócio – hoje custam R$ 95,00 por jogo e R$ 65,00 por mês, respectivamente. O preço teria de ser equiparado ao atual setor Mauá, no qual os sócios pagam R$ 90,00 mensais e os bilhetes avulsos valem R$ 120,00.

Essa decisão iria na contramão dos estádios padrão Fifa que estão prontos ou em construção para a Copa de 2014, que são integralmente preenchidos por cadeiras. No entanto, iria na mesma direção de Grêmio – a Arena do Grêmio tem uma área atrás do gol sem cadeiras – e Atlético, que após o Mundial vai manter um setor no concreto.

A primeira hipótese é utilizar os assentos na curva da Mauá, para a reposição dos espaços vagos naquela curva. Segundo o superintendente executivo do clube, José Rodolfo Gonçalves Leite, as obras do novo setor estão dentro do cronograma, que prevê a inauguração em julho de 2014.

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