Torcedora coxa-branca Graziele Poletto prometeu 48 horas de silêncio em caso de salvação do Alviverde | Antônio More/ Gazeta do Povo
Torcedora coxa-branca Graziele Poletto prometeu 48 horas de silêncio em caso de salvação do Alviverde| Foto: Antônio More/ Gazeta do Povo

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Se Marquinhos Santos escolher a equipe que treinou ontem para o jogo de amanhã, contra o Corinthians, às 21 horas, o Coritiba adotará um esquema tático com três zagueiros. Com isso, Welinton entraria no lugar do atacante Zé Love. As outras novidades seriam o retorno do volante Helder, que venceu a disputa com Sérgio Manoel, e o lateral-direito Ivan, que substituiria o suspenso Norberto. O camaronês Joel será o único atacante de ofício.

Vale tudo para ajudar o Coritiba a evitar o terceiro rebaixamento em nove anos. Além de pagar em dia a mensalidade de sócios, comprar produtos oficiais do clube e aparecer na arquibancada do Couto Pereira para empurrar o time no grito, alguns torcedores procuram meios alternativos para contribuir com o Alviverde. Nem que seja apelando ao sobrenatural, com rezas ou promessas.

É o caso da empresária Graziele Poletto, 33 anos. Ela já prometeu que, se o time escapar da Série B, ela ficará 48 horas sem dizer nem uma palavra sequer. Comunicação? Só por escrito. Mesmo que isso signifique uma barreira profissional. "Eu falo demais, trabalho com vendas. Serão dois dias dentro da semana, vai exigir toda uma programação, envolve minha família, tenho duas filhas. Mas vai valer a pena", aposta a coxa-branca.

Quase uma "expert" em fazer promessas a favor do Coxa, Graziele é conhecida entre os amigos pelas propostas inusitadas que já pagou. "Já prometi fazer 3 mil abdominais se o time ganhasse; 30 dias sem comer chocolate, o que foi muito difícil para mim; 5 mil pulinhos se o Vanderlei defendesse pênalti. No jogo contra o São Paulo, prometi ir ao parque Tingui depois da partida e fotografar uma capivara se ganhássemos. Fui", garante, alegando que não achou o bicho.

"Se não cumprir, não adianta prometer que não funciona mais", argumenta. "Na maior parte das vezes que eu faço a promessa, funciona. Já virou meio uma tradição", conta, não querendo nem imaginar as piadas que terá de aguentar dos amigos atleticanos no caso de uma nova queda.

Na hora de cumprir as promessas, Graziele conta com o apoio do namorado Guilherme da Silva Moll, de 32 anos. O torcedor também fará o seu sacrifício para o time não cair, mas prefere não contar o que será. No ano passado, prometeu pagar uma rodada de pizzas para amigos coxas-brancas, atleticanos e paranistas. Funcionou. Resultado: três grupos diferentes, de cerca de 10 pessoas cada um, com R$ 800 de prejuízo, mas muita alegria com a confraternização de vários torcedores de clubes diferentes.

Além de promessas, alguns torcedores também têm apelado para as rezas no Santuário Perpétuo Socorro, em frente ao Couto Pereira. Segundo o padre Primo Hipolito, reitor do santuário, a cada dia que o Brasileiro vai se aproximando do fim, o número de fiéis com a camisa alviverde está aumentando. "É perceptível o aumento nos últimos dias, principalmente em dias de jogo", conta.

Quem está nesta lista e estava começando essa semana a novena — que envolve participar de nove missas, uma a cada quarta-feira — era o motorista Cleverson Ribeiro, 38 anos. Ele contou que prometeu completar toda a novena no caso de o Coxa escapar da Série B. Uma ajuda a mais para um time que, segundo o matemático Tristão Garcia, precisa vencer quatro dos últimos sete jogos.

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