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Brasileiro

Redenção sofrida

Defesa coxa, enfim, funciona e time de Marcelo Oliveira bate o Inter. Vitória apaga a péssima atuação alviverde contra o Figueirense

Rafinha comemora o gol que marcou de forma involuntária contra o Internacional. Vitória por placar mínimo serviu para atenuar o drama defensivo do Coxa | Walter Alves/ Gazeta do Povo
Rafinha comemora o gol que marcou de forma involuntária contra o Internacional. Vitória por placar mínimo serviu para atenuar o drama defensivo do Coxa (Foto: Walter Alves/ Gazeta do Povo)
Coritiba derrota o Inter e respira no Brasileiro |

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Coritiba derrota o Inter e respira no Brasileiro

Rafinha comemora com Lincoln após abrir o placar no Couto |

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Rafinha comemora com Lincoln após abrir o placar no Couto

Leandro Damião tenta cabeçada observado por Pereira |

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Leandro Damião tenta cabeçada observado por Pereira

Rafinha tenta escapar da marcação |

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Rafinha tenta escapar da marcação

Diego Forlán pouco apareceu em campo |

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Diego Forlán pouco apareceu em campo

Bolívar, do Inter, tenta o desarme |

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Bolívar, do Inter, tenta o desarme

Willian acompanha a arrancada de Damião |

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Willian acompanha a arrancada de Damião

Forlán foi substituído no segundo tempo |

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Forlán foi substituído no segundo tempo

O volante Chico foi titular do Coxa nesta quarta |

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O volante Chico foi titular do Coxa nesta quarta

Lincoln é puxado por Guiñazu |

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Lincoln é puxado por Guiñazu

Índio faz o corte por cima |

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Índio faz o corte por cima

Para vencer o Internacional ontem, por 1 a 0, o Coritiba conseguiu uma façanha: ficou os 90 minutos sem sofrer um gol. Pelo retrospecto defensivo, um feito. Foi somente a quarta vez que o Alviverde saiu invicto de campo em 20 rodadas do Brasileiro.

A redenção da pior retaguarda do Nacional (37 gols sofridos em 20 jogos), porém, não veio sem sofrimento – principalmente na metade derradeira do segundo tempo. No final, a sensação nas arquibancadas do Couto Pereira foi de alívio.

"Nós conversamos no vestiário que um gol íamos fazer, era certo. Não podíamos sofrer como tinha ocorrido nos últimos jogos", admitiu Rafinha, justamente o responsável por balançar a rede.

O lance foi casual. Um gol feito involutariamente com o braço – a bola foi chutada pelo zagueiro Bolívar, acertou o meia e entrou lentamente.

"Hoje todo mundo voltou para ajudar. No escanteio estava os 10 para evitar o gol, o que é mais importante", comemorou o atleta, feliz com o apito final.

Antes disso, este sentimento de que cada minuto demorava a passar ocorreu graças ao comportamento das duas equipes nos últimos 20 minutos. O Coxa abriu o placar aos 11/2.º. "Foi na raça. O Bolívar estourou, bateu no meu ombro e entrou. Tem dia que não dá para fazer gol bonito", admitiu o camisa 7.

Diante disso, o Inter­­na­­cio­nal começou a colocar atacantes em campo, como o ex-alviverde Marcos Aurélio. Do outro lado, Marcelo Oliveira tirou Lincoln e Chico para a entrada de Gil e Junior Urso. Para piorar, Rafinha e Pereira sentiram dores, o que deixou o jogo ainda mais dramático. Mesmo assim, o treinador garante que não pediu para o time recuar.

"Foi mais uma imposição de um adversário que tirou volantes para colocar atacantes e empurrou o Coritiba para trás", defendeu-se o técnico. "Outra coisa, mesmo inconscientemente, foi a proteção do resultado. Precisamos muito pontuar, mais do que jogar bem", completou Oliveira.

Três pontos que, por sinal, vieram em boa hora, na abertura do returno do Nacional. Apesar de manter-se em 15.º colocado, o Coxa conseguiu abrir seis pontos da zona do rebaixamento.

Isso depois do péssimo desempenho contra o Fi­­guei­­rense, na rodada anterior, e tendo dois jogos perigosos fora de casa na se­­quência, contra Botafogo (sábado, às 18h30, no Engenhão) e Portuguesa (quarta-feira, às 19h30, no Canindé). Escudero e Chico estão suspensos do próximo duelo.

"Foi uma vitória para dar moral no segundo turno. Quando o Pereira machucou a perna e disse que ia continuar, eu sabia que a gente ia ganhar", garantiu o volante Willian. "Hoje [ontem] não foi uma partida tecnica­­mente boa, mas na raça, na superação, conseguimos os três pontos", comemorou o lateral Ayrton.

O jogo

No primeiro tempo o Coxa teve mais chances de marcar e o Inter levou perigo com Forlán e Damião. Na etapa final, o zagueiro Bolívar chutou e a bola explodiu no braço de Rafinha, indo para o fundo da rede gaúcha. Nos últimos 20 minutos, o Alviverde foi pressionado, mas garantiu a vitória sofrida.

Coritiba 1 x 0 Internacional

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