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Alex ajusta a bola para cobrar falta no CT da Graciosa. Ao contrário do primeiro turno, camisa 10 não será poupado a partir de agora | Henry Milléo/ Gazeta do Povo
Alex ajusta a bola para cobrar falta no CT da Graciosa. Ao contrário do primeiro turno, camisa 10 não será poupado a partir de agora| Foto: Henry Milléo/ Gazeta do Povo

Adversário

O Operário inicia o segundo turno tentando consertar a campanha ruim do primeiro turno do Paranaense – foi o 9º, com 12 pontos. Ainda com o objetivo de uma vaga na Série D do Brasileirão, contratou o técnico Paulo Turra, que estava no Cianorte. "Sob meu comando, este time vai ter intensidade", avisou o treinador. Apesar de esconder a escalação, adiantou que não deve realizar mudanças significativas.

Quem quiser disputar a final do Paranaense vai precisar bater o Coritiba no segundo turno. Uma tarefa ainda mais difícil para os adversários em relação à primeira volta do campeonato, já que o Alviverde par­te com algumas vantagens a partir de hoje, quando enfrenta o Operário, às 16 horas, no Couto Pereira – com direito a entrega de taça.

Ao contrário do início da competição, o time comandado por Marquinhos Santos vai para campo com o que tem de melhor, apesar dos desfalques de Rafinha, Emerson e Bottinelli – esses dois últimos ainda não puderam ser aproveitados. A partir de agora, nada de poupar o elenco.

Sem contar a tabela que, no papel, é melhor do que a que pegou anteriormente. Em quilômetros rodados, a diferença é mínima – são míseros dois a menos. No entanto, a vantagem é que terá duas sequências de três partidas em Curitiba, inclusive nas últimas e decisivas rodadas – contra Rio Branco, Atlético e Londrina.

Aliás, o Alviverde só sai da capital em três oportunidades e terá seis jogos no Couto Pereira – no primeiro turno foram cinco. Três deles são justamente contra os times para quem perdeu pontos na fase inicial. Empatou com Operário, Paraná e Arapongas.

O técnico Marquinhos reconhece que esse cenário pode, de alguma forma, impulsionar o Coritiba ao título. "São números que dão condições para a conquista do turno e, consequentemente, para o título", afirmou.

Só que o treinador não se engana. Por ser o time a ser batido, os adversários, em especial os do interior, têm duas motivações: vencer o turno e conseguir a vaga na final. Já ao Coxa basta pensar no turno. "Apesar das dificuldades, [as equipes do interior] estão fazendo um excelente trabalho. Nós entraremos para conquistar esse segundo turno. Nós temos apenas esse objetivo", completou Marquinhos.

A conquista do primeiro turno que, em teoria, daria tranquilidade aos atletas tem funcionado bem ao contrário. O lema no Alto da Glória é deixar o sossego de lado e entrar nas partidas como se fossem decisões. Uma a uma. Discurso que o treinador tem repetido para o elenco desde momentos após a vitória sobre o Londrina no domingo passado.

"A principal armadilha é a acomodação por termos conseguido o primeiro turno. O Marquinhos cobrou muito isso durante a semana. Ele tirou o conforto que estávamos [com a conquista]. Temos de vencer e colocar o favoritismo dentro de campo", comentou o zagueiro Chico.

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