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Libertadores

Derrota em Assunção complica Atlético-MG na decisão da Libertadores

Os dois gols do Olimpia saíram da desatenção da defesa do Galo no Estádio Defensores del Chaco

Alejandro Silva comemora gol na vitória do Olimpia na primeira partida final com o Atlético-MG | Andrés Cristaldo / EFE
Alejandro Silva comemora gol na vitória do Olimpia na primeira partida final com o Atlético-MG (Foto: Andrés Cristaldo / EFE)

O Atlético-MG voltou a sair em desvantagem em um duelo da Copa Libertadores na noite de quarta-feira. Como aconteceu na semifinal, o time brasileiro perdeu por 2 a 0 no jogo de ida, fora de casa, e saiu de campo abalado após sofrer o segundo gol do Olimpia, no Estádio Defensores Del Chaco, em Assunção, aos 48 minutos da etapa final.

O primeiro gol dos paraguaios foi resultado de uma vacilada da defesa brasileira, ainda no primeiro tempo. No fim, quando o Atlético já contava com uma derrota por apenas um gol, Wilson Pittoni cobrou falta no ângulo e surpreendeu a torcida brasileira. O goleiro Victor acabou sendo atrapalhado pelo atacante Alecsandro, que surgiu na direção da bola, dentro da pequena área.

Para continuar sonhando com o título, o Atlético-MG precisará vencer a partida da volta por pelo menos dois gols de diferença, independentemente do saldo de gols, para levar o duelo para prorrogação e pênaltis. Na final da Libertadores, não há o critério de gol fora de casa para o desempate. Se a diferença for por três ou mais gols, o Atlético garante o troféu inédito.

A decisão está marcada para a próxima quarta-feira, dia 24, no Mineirão. A diretoria atleticana até tentou mandar o jogo no Independência, onde o time está invicto desde a reabertura do estádio, mas a Conmebol vetou. Em compensação, o Atlético não precisará entrar em campo no fim de semana. A CBF adiou a partida contra a Ponte Preta, pelo Brasileirão.

O primeiro jogo da final foi precedido de uma grande festa da torcida paraguaia. Lotada, a arquibancada exibia faixas, bandeiras gigantes e mosaicos (com "111 anos de glória" e "o rei quer a quarta [taça]"). Fogos de artifício completaram a preparação para o jogo. O festejo todo, porém, não intimidou os atleticanos.

Cauteloso, o Atlético valorizava a posse de bola e tentava conter o ímpeto do Olimpia, com sucesso. Apostando no contra-ataque, criava suas melhores chances pela direita. Marcos Rocha e Diego Tardelli mostravam bom entrosamento em investidas rápidas que deram trabalho para a defesa paraguaia.

Foram pelo menos três jogadas de maior perigo. Na primeira, logo aos 6 minutos, o atacante aproveitou furada da zaga para bater por cobertura. A bola morreu nas redes. Mas o árbitro anulou o lance, por impedimento. Aos 20, ele acertou a rede pelo lado de fora. E, aos 31, perdeu o ritmo da corrida e tirou o pé na dividida com o goleiro Martín Silva.

O Atlético era o melhor time em campo. Criava as chances mais perigosas, controlava as investidas do rival e parecia imune à pressão da torcida. Até que Alejandro Silva disparou pela direita, desviou pelo meio e cercou a área, diante da apatia da defesa atleticana, e bateu firme no canto. A bola ainda beliscou o pé da trave esquerda antes de entrar, aos 22.

O gol abalou os ânimos do Atlético. E os erros começaram a aparecer. Em uma saída de bola confusa, Leonardo Silva salvou e evitou o segundo gol dos anfitriões. Nervoso em campo, o time brasileiro viu os rivais ganharem confiança. Aos 36, Salgueiro bateu prensado da entrada da área e a bola, desviada, passou devagar rente à trave.

Cinco minutos depois, o mesmo Salgueiro desperdiçou grande chance ao avançar pela esquerda, entrar na área sem marcação e ficar cara a cara com Victor. Só não marcou o segundo porque demorou para finalizar e foi desarmado por Pierre. Perdido em campo, o Atlético já torcia pelo intervalo para a reorganização do time.

Passado o susto, os brasileiros voltaram melhor no segundo tempo. E Tardelli seguia carregando o time nas costas. Logo aos 3, investiu pela direita e bateu cruzado. Ronaldinho, na área, não alcançou. Foi uma das raras jogadas com a participação do experiente jogador. Antes, só havia aparecido em cobranças de falta na área.

Sem brilhar, como a torcida atleticana esperava, Ronaldinho acabou saindo do jogo aos 20, dando lugar a Guilherme, herói do time na semifinal. Cuca também colocou em campo Rosinei na vaga de Luan, que foi titular, ocupando posto do suspenso Bernard.

O Atlético passou a exibir maior presença no ataque e equilibrou as ações ofensivas. Na melhor chance do time no jogo, Guilherme descolou grande passe para Jô, que dominou dentro da área e bateu firme. Martín Silva evitou o empate com uma incrível defesa com o pé esquerdo, aos 32 minutos.

O time brasileiro, contudo, ainda levava sustos na defesa. O Olimpia teve duas grandes chances para ampliar a vantagem. Aos 29, Réver salvou ao cortar cruzamento antes da conclusão de Salgueiro na pequena área. Aos 37, duas chances em sequência. Ferreyra girou dentro da área e bateu para o gol. Leonardo Silva salvou e deu rebote. Bareiro, então, bateu para fora, com o gol aberto.

A insistência acabou sendo premiada nos segundos finais da partida. Aos 48 minutos, Wilson Pittoni, que teve passagem pelo Figueirense, bateu falta despretensiosa e acertou o ângulo. No lance, o atacante Alecsandro surgiu à frente de Victor e impediu a defesa do goleiro atleticano.

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