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Entenda como a ‘batalha’ das emissoras de TV vai impactar na transmissão do Brasileiro

  • Estadão Conteúdo Web
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 | Daniel Castellano/Gazeta do Povo
Daniel Castellano/Gazeta do Povo
 
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TOPO

As transmissões por televisão dos jogos do Campeonato Brasileiro da Série A terão importante mudança daqui a dois anos. A partir de 2019, o SporTV vai ter concorrência na exibição de partidas na TV fechada, com a entrada do Esporte Interativo na jogada. Na TV aberta e no pay-per-view (por enquanto) tudo como está, com transmissão da Globo e pelo Premiere FC, respectivamente, mas também pode ocorrer um racha.

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O fato de duas emissoras terem direitos sobre jogos de um mesmo campeonato em uma mesma plataforma criará uma restrição nas exibições. Isso porque, pela legislação, um canal só poderá exibir uma partida se tiver contrato com os dois clubes envolvidos nela. É o que diz o artigo 42 da Lei Pelé.

Com a concorrência, os clubes serão divididos em dois grupos e só poderão ser levados ao ar jogos que envolvam times dentro dos grupos – o canal por assinatura do Grupo Globo tem acordo com 23 clubes, de várias divisões. O do Grupo Turner contabiliza 16, mas Figueirense e Santa Cruz dizem não ter fechado com a emissora, neste pacote estão Atlético, Coritiba e Paraná.

Assim, a partir de 2019, os clássicos pelo Campeonato Brasileiro entre Corinthians e Palmeiras, por exemplo, não poderão ser transmitidos por nenhuma das duas emissoras. Isso porque o alvinegro terá contrato com o SporTV e o alviverde com o Esporte Interativo.

Uma solução seria um acordo entre as partes. Essa hipótese, porém, é inexistente, a considerar a posição atual das emissoras. “Não vamos dividir. Nossa intenção é ficar com os clubes com os quais temos contrato. Estamos muito satisfeitos com o pacote exclusivo que compramos”, disse Bernardo Ramalho, diretor de direitos do Esporte Interativo.

“Acreditamos que temos acordos suficientes com clubes de relevância nacional que nos permitem compor uma grade de transmissão da competição importante e de interesse no SporTV”, afirmou, por e-mail, Pedro Garcia, diretor de direitos esportivos do Grupo Globo.

Ele reforça que a restrição só vale para a TV por assinatura. Assim, o telespectador terá sempre a opção do pay-per-view e, conforme a situação, a TV aberta - nessa plataforma, a Globo tem uma quantidade de jogos que pode exibir até para a cidade onde ocorrem.

Com base no Brasileirão de 2017, o SporTV tem sob contrato hoje 14 clubes da Série A e o Esporte Interativo, apenas seis. Mas acredita que terá entre nove e dez na elite em 2019 (hoje na Série B, o Internacional tem acordo com a emissora), o que vai lhe possibilitar transmitir, em média, dois jogos por rodada, dentro da meta da empresa.

BRECHA

A “briga” pelos direitos do Brasileirão na tevê por assinatura se tornou possível a partir de decisão do Cade, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica, dividindo os contratos de transmissão por plataforma. O Esporte Interativo interessou-se pelo segmento fechado e, com o fim dos atuais contratos dos clubes com o Grupo Globo - terminam em 2018 - entrou no mercado. Seus acordos passam a valer em 2019 por período de seis anos, até 2024.

O Esporte Interativo destinará aos clubes que tem sob contrato um total de R$ 550 milhões, assim distribuídos: 40% divididos igualitariamente; 25% de acordo com o desempenho; e 25% conforme a exposição. Os clubes só recebem nos anos que estiverem na Série A. A emissora também pagou luvas.

O valor do pacote da Globo/SporTV é de R$ 60 milhões no contrato 2017 e 2018, segundo fontes do mercado.

O EI também ofereceu aos clubes que fecharam com a emissora atrativos como identificar estádios e CT pelo naming right, entrega de conteúdo para que possam usar nas suas plataformas próprias, como no Facebook e no YouTube, investimento de mídia para incentivar o programa de sócio-torcedor e novos horários, mais flexíveis, para a realização das partidas. O SporTV também acena com horários diferenciados.

Para o Cade, a nova realidade será salutar. “Mais opções de escolha, além de serem benéficas aos consumidores, podem representar melhores produtos e ações inovadoras por parte daqueles que o prestam, beneficiando a toda a sociedade”, definiu o órgão, por meio de nota.

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