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Memória

Ídolo de Atlético e Coritiba, Zé Roberto festeja 70 anos com gratidão à dupla Atletiba

Zé Roberto foi um dos maiores talentos futebol paranaense– para muitos, “o maior”. Era um craque à moda antiga, marcado pela fama de malandro. O ‘Gazela’ marcava gols fantásticos na proporção que a fama de boêmio crescia. Neste domingo (31), o ex-jogador completa 70 anos e foi sabatinado pelos ex-colegas Hidalgo, Sicupira, Nilo, Madureira, Frega, Krüger, Nilson Borges, Cláudio Marques, Jairo, além dos jornalistas Carneiro Neto e Augusto Mafuz

  • PorAndré Pugliesi
  • 30/05/2015 18:51
Aos 70 anos, Zé Roberto vive na pacata  Serra Negra, onde se recupera de um AVC. | Carlos Alberto Vaentino/O Serrano
Aos 70 anos, Zé Roberto vive na pacata Serra Negra, onde se recupera de um AVC.| Foto: Carlos Alberto Vaentino/O Serrano

Zé Roberto completa 70 anos neste domingo (31). Meia, atacante ou, como se dizia à época, ponta de lança, o paulista apelidado de Gazela foi um jogad or de feitos únicos.

Em pesquisa realizada pela Gazeta do Povo em 2008, acabou eleito o melhor da história do futebol paranaense. Número 1 dos 100 escolhidos por 74 eleitores, entre jornalistas, comentaristas, narradores, radialistas e historiadores (veja a lista completa)

Pela passagem no estado durante os anos 60 e 70, o aniversariante deste domingo alcançou ainda outra proeza: é a única unanimidade entre atleticanos e coxas-brancas. Defendeu os dois, foi ídolo na Baixada e no Couto Pereira e, depois de décadas, segue adorado pelas duas torcidas.

Respeito inigualável que o obriga a fugir de uma pergunta há 35 anos, pelo menos: Atlético ou Coritiba? “Gosto dos dois. Se misturasse os dois times que joguei, seríamos imbatíveis. Sou muito grato aos dois clubes e torcidas”, desconversa.

Memória FC: fotos raríssimas da passagem de Zé Roberto pelo Coritiba, algumas inéditas

Zé Roberto com a camisa do Coxa...Arquivo/Gazeta do Povo

Não bastasse, José Roberto Marques é reconhecido como o grande bad boy da bola a passar pela noite curitibana. Fuga de concentrações, alto teor alcoólico, fumaça de cigarro, romances fortuitos e algumas tretas policiais estão na história dele.

Para celebrar a carreira do craque indiscutível, a Gazeta do Povo convidou ex-colegas e jornalistas para elaborar perguntas para o ex-boleiro. Morador de Serra Negra-SP há anos, Zé Roberto respondeu por telefone à reportagem.

Lúcido mesmo após sofrer um grave AVC no ano passado, o agora setentão respondeu como se estivesse falando diretamente com os entrevistadores, mandando abraços, “fique com Deus” e, humildemente, sempre afirmando que os velhos amigos é que são os maiorais.

Memória FC: fotos raríssimas da passagem de Zé Roberto pelo Atlético, algumas inéditas.

...E vestindo rubro-negro justamente em um Atletiba.Arquivo/Gazeta do Povo

Qual o jogo mais importante da tua carreira no Coxa?
Capitão Hidalgo,
ex-volante do Coritiba

Acredito que contra o Botafogo, em 1974, pelo Brasileiro. Fiz o primeiro gol, eles viraram para 2 a 1 e eu fiz os outros dois, virando novamente no Couto Pereira. O último foi no finalzinho. Joguei muito naquele dia. É o primeiro que eu sempre lembro.

Você era muito superior ao Roberto Miranda e ao Dario, que foram convocados para a seleção brasileira na Copa do Mundo no México, em 1970. Poderia ter sido campeão com aquele time inesquecível?
Carneiro Neto, jornalista

Acredito que sim. Aliás, nunca vou me esquecer de uma conversa que tive com o Tim (Elba de Pádua Lima, técnico do Coritiba). Ele me disse que tinha falado com o Saldanha (treinador da seleção) e, caso o Tostão não se recuperasse do problema no olho, eu seria convocado.

Por que você não deslanchou na seleção brasileira?
Sicupira, ex-meia-atacante do Atlético

Eu comecei bem, participei da seleção na Olimpíada de Tóquio (1964), mas a verdade é que eu nunca dei muito valor ao profissionalismo, essa é a dura realidade.

Você fazia tudo bem, chutava, batia falta e cabeceava. Mas o que você gostava mais?
Nilo,ex-lateral esquerdo do Coritiba e do Atlético

Falta eu nem sempre batia, deixava para o Cláudio Marques no Coritiba. Acho que eu gostava muito de fazer gol de cabeça, marquei vários. Também, com os pontas que o Coxa tinha, o Aladim e o Flecha (Dirceu Krüger), era moleza.

O que você lembra com carinho daquela nossa participação no Robertão de 1968?
Madureira, ex-meia-atacante do Atlético

De tudo, era um time espetacular. A gente não escolhia adversário, éramos muito fortes em Curitiba. Fiz parceria com o Milton Dias, Sicupira, você, claro, que saudade daquela época.

Você comparecia aos treinos físicos, não me dava problemas. Mas era algo que você gostava de fazer?
Odivonsir Frega, ex-preparador físico de Atlético e Coritiba

Confesso que não muito, meu negócio era dentro de campo. Aliás, lembro de uma vez que o Coritiba estava em Londrina e você ficou muito bravo comigo, tinha que passar no meio de um matagal pra ir para o campo e você me chamou para conversar. Pensei, “não vou entrar nesse mato com um homem forte como o Frega de jeito nenhum!”.

O que você mais gosta de fazer no teu dia a dia?

Dirceu Krüger, ex-meia-atacante do Coritiba

Tenho uma vida bem simples aqui na minha cidade, sou aposentado. Adoro ir para a beira do lago pescar, pegar umas tilápias e fritar um peixinho.

Zé Roberto: “Quando o Flecha passava, era um golzinho nosso”

E como você vai comemorar o aniversário?
Nilson Borges, ex-atacante do Atlético

Um amigo meu tem um restaurante aqui na cidade, vamos fazer um churrasco numa chácara. Tem que comemorar, né? Agora, quero uma festa aí em Curitiba também. Vou pra cidade daqui algumas semanas reencontrar os amigos. Eu gostaria muito de morar em Curitiba.

Zé, você mudaria algo do que fora de campo?
Cláudio Marques, ex-zagueiro do Coritiba

Mudaria, sim. Eu me arrependo bastante. Poderia ter avançado na carreira e ter jogado melhor por mais tempo. Hoje a minha cabeça é outra, queria estar fazendo 29, 30 anos. Mas eu acho que deveria ter nascido coruja, gostava da noite, de contar as estrelas.

E como está a saúde?
Jairo, ex-goleiro do Coritiba

Está muito boa. Eu tive um AVC (acidente vascular cerebral) há seis meses e quase morri. Fiquei desacordado um tempão e fui encontrado por um amigo. Mas hoje estou bem, a única sequela que tive foi no braço esquerdo, que ficou um pouco paralisado. Mas, de resto, estou tranquilo, moro sozinho e me viro bem. Até jogar uma bolinha eu jogo, ou melhor, entro em campo lá no domingo dos veteranos.

Atlético ou Coritiba?
Augusto Mafuz, jornalista

Gosto dos dois. Se misturasse os dois times que joguei, seríamos imbatíveis. Sou muito grato aos dois clubes e torcidas. No Coxa fui campeão várias vezes (Paranaense em 1971, 72 e 73 e do Torneio do Povo em 1973) e no Atlético participei de uma máquina de jogar futebol, em 1968. E tenho carinho pelo São Paulo também, onde fui revelado.

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