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Série B

"Campeão dos vacilos", Paraná encara vice-líder para se manter vivo

Gols no final, empates em casa e viradas inexplicáveis... Apesar dos tropeços, Paraná segue com o acesso no horizonte. Duelo desta terça é com a Chapecoense

Marcos, 37 anos, estreia nesta noite na Série B: experiência para mudar a situação paranista | André Rodrigues/ Gazeta do Povo
Marcos, 37 anos, estreia nesta noite na Série B: experiência para mudar a situação paranista (Foto: André Rodrigues/ Gazeta do Povo)

O Paraná enfrenta a Chape­­coense, hoje, às 19h30, na Vila Capanema com uma missão dolorosa: restando apenas quatro partidas para o encerramento da Série B, o Tricolor precisa voltar, urgentemente, a se ajudar. Dependessem somente de si e os paranistas já teriam enterrado o sonho do acesso. Nas últimas cinco rodadas, foram duas derrotas, dois empates e só uma vitória.

"Parece que todo mundo quer que o Paraná suba, menos o próprio Paraná. Tudo foi a nosso favor. Mas não adianta remexer, a dor aumenta se lembrarmos que tomamos gols em momentos cruciais", comenta o técnico Dado Cavalcanti.

Para piorar, em três jogos os pontos escorreram pelas mãos. O Tricolor tomou o gol de empate do Atlético-GO no lance derradeiro. Já com o Palmeiras, a frustração foi aos 43 da etapa final. Dois empates por 1 a 1, ambos em Curitiba.

O golpe mais duro ocorreu na rodada anterior. A equipe chegou a livrar 2 a 0 ante o Boa Esporte, em Varginha. Ao apito final, ninguém queria acreditar na virada dos anfitriões, por 3 a 2.

Ao todo, foram sete pontos jogados no lixo, minimizados por enroscadas dos concorrentes. Porém, em menor fre­­quência. Entre os outros oito adversários por três vagas, quem mais desperdiçou pontos foi o América-MG, com cinco.

Dessa maneira, contando com a "camaradagem" alheia, o Paraná segue respirando. Possui 51 pontos, distante dois do G4, na 10.ª posição. Derrocada em virtude da péssima campanha no returno, a 17.ª entre os 20 participantes.

A marca atual para alcançar o acesso é 63 pontos. Assim, o Tricolor precisa vencer os quatro compromissos que faltam – dois em casa, dois fora. "Eu já falei em outras oportunidades, mas é momento de ultimato, sabemos que se não vencermos dificilmente subiremos. É decisão e decisão não se joga, se ganha", sentencia Dado.

O oponente desta noite está muito próximo de confirmar a passagem à elite e vem de seis empates consecutivos. Os catarinenses têm 62 pontos e dependem de mais um para sacramentar nova ascensão, após subir da Série C em 2012.

"É um time forte fisicamente que não abdica de jogar. Conta com algumas ausências, como o Athos, que está lesionado. Já nos preocupamos muito com o adversário, sempre passo para os jogadores, mas precisamos vencer nós mesmos", comenta o técnico.

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