
Logo em seu primeiro lance, aos 32 minutos do 2.º tempo, Rubinho entrou para a história do Paratiba. Foi dele o gol que selou a vitória do Tricolor sobre o Coritiba por 3 a 2, no domingo, que quebrou um jejum de quase 17 anos sem vitória do Paraná no clássico em jogos no Couto Pereira. O desfecho, porém, ganha contornos dramáticos se pensar que o meia quase largou a bola no começo do ano passado, desiludido com o futebol e perseguido por uma depressão.
"Quase parei. Fiz muitas coisas erradas e vi portas se fechando. Entrei em depressão e vi que o futebol estava me fazendo mal. Foi quando o presidente do Luverdense, que é meu amigo, me deu mais uma oportunidade", revelou Rubinho, de 24 anos. Ali tudo começou a mudar. Pelo clube da cidade natal, no interior do Mato Grosso, Rubinho chamou a atenção do Paraná nos dois duelos pela Copa do Brasil de 2012.
"Chegaram a conversar comigo, mas naquela época a negociação não deu certo. Mas no fim do ano fui contratado", explicou ele, com passagens também por Grêmio, São Caetano e Rio Branco.
No Tricolor, Rubinho foi titular em toda a pré-temporada, mas se machucou na semana da estreia. Recuperado após 15 dias, entrou em algumas partidas e quando começava a ter sequência de jogos, uma nova lesão e mais 10 dias de molho.
Até que veio o Paratiba... "O Toninho Cecílio pediu para compor o meio e segurar a bola na frente. O gol foi no contra-ataque, pois o Willian [volante do Coritiba] errou [o passe]. Foi um chute indefensável. Na hora, não comemorei, pois estava com algumas questões pessoais na cabeça. Não teve nada de desrespeito com a torcida", cravou.
Ter entrado para a história foi surpreendente para o jogador, que ficou espantado ao saber que o gol da última vitória antes do jejum [28/7/96] tinha sido de Ricardinho, atualmente técnico do Avaí. "Eu tinha conversado esses dias com o Alex Brasil [gerente de futebol] que não estou aqui por acaso. Estou recuperado e quero ajudar o time", fechou.



