
O desabafo do técnico Dado Cavalcanti sobre os recorrentes atrasos salariais do Paraná, feito após a vitória sobre o Boa, nesta semana, ganhou ontem o eco do elenco e a promessa de não deixar as pendências financeiras comprometerem a boa campanha paranista.
Para o comandante, a divulgação da crise até aumenta a motivação e a responsabilidade do grupo. "Estão buscando a solução e nunca deixou de ter essa luta. Temos pessoas muito boas na nossa diretoria. Não teremos bola murcha. A intensidade e a concentração são as mesmas. Não vai faltar empenho, talvez até aumente, pela exposição do fato", avaliou Cavalcanti, que ganhou o apoio dos funcionários do clube após o pronunciamento de terça-feira.
"Algo precisava ser feito. Diariamente converso com jogadores e sei do sofrimento de cada um deles. Isso tem sido repetitivo, especialmente com funcionários. Eles são as pessoas mais necessitadas e preciso muito delas. Foi necessária a exposição e agora apresentaremos soluções e não deixar apenas a querosene e tudo pegando fogo. Com resultados, as coisas podem melhorar", disse o treinador.
Os atletas também demonstraram confiança na solução dos problemas e ressaltaram que as dificuldades com salários atrasados não deverão influenciar no desempenho do Tricolor, quarto colocado na Série B.
Os atletas têm atrasos de pagamentos oscilando entre um e dois meses, já os funcionários não receberam seus últimos dois vencimentos, além do 13.º de 2012. "Nosso foco é colocar o Paraná de volta à elite. Se colocar a situação em campo, não volta. Eles estão tentando resolver e pedem prazo. Alguns jogadores chegaram a receber carta de despejo. Situação chata que nós, mais experientes, tentamos ajudar a resolver", revelou o centroavante Reinaldo.
A mobilização pró-Paraná chegou à internet, com o site Paranautas (comunidade virtual de torcedores) tentando promover a associações de novos torcedores, a compra de produtos oficiais do clube, pagamento adiantado de mensalidades e até sugerindo contribuições financeiras em uma conta do clube.



