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Há exatos dez anos, Caio Júnior conduzia o Paraná à sua primeira Libertadores

Caio Júnior durante o treino que antecedeu o duelo decisivo com o São Paulo, | HEDESON ALVES/Arquivo GRPCOM
Caio Júnior durante o treino que antecedeu o duelo decisivo com o São Paulo, (Foto: HEDESON ALVES/Arquivo GRPCOM)

O técnico Caio Júnior comemoraria, neste sábado (3), uma data especial junto ao Paraná , clube pelo qual foi ídolo como atleta e jogador.

Há exatos dez anos, o ainda jovem treinador conduzia o Tricolor a um feito inesquecível: a primeira participação paranista na Copa Libertadores. Mas as comemorações deram lugar ao luto. Uma das 71 vítimas fatais da queda do avião que transportava a equipe da Chapeconese para Medellín, na Colômbia, Caio será velado e sepultado neste domingo (4), em Curitiba.

CARNEIRO NETO: Caio Júnior merece reverência histórica

A conquista com o Tricolor, no entanto, será relembrada para sempre. No dia 3 de dezembro de 2006, o Paraná empatou sem gols com o São Paulo, na Vila Capanema, garantiu o quinto lugar no Campeonato Brasileiro daquele ano e carimbou passaporte para o torneio continental do ano seguinte.

Caio Júnior escalou o Paraná com Flávio; Peter, Edmilson, João Paulo e Eltinho; Pierre, Batista, Beto e Sandro; Cristiano e Leonardo. No decorrer da partida – disputada na Vila Capanema lotada com pouco mais de 16 mil pagantes – ainda entraram em campo os meias Gerson e Joelson e o atacante Henrique Dias.

Foi o trabalho que alçou de vez Caio na carreira de treinador. Antes de assumir o Tricolor, ele vinha trabalhando em outra função, como comentarista esportivo da Rádio Banda B, após passagens anteriores pelo próprio Paraná, Cianorte, Londrina, Juventude e Gama. Imediatamente após levar o Tricolor para a Libertadores, o técnico acertou com o Palmeiras.

E a partir de então trabalhou em alguns dos principais clubes brasileiros, além de passagens pelo no exterior. No Brasil, trabalharia também por Flamengo, Goiás, Botafogo, Grêmio, Bahia, Vitória e Criciúma. Fora do país, comandou o japonês Vissel Kobe, o Al Gharafa, dos Emirados Árabes, o Al-Jazira, do Catar, e o Al-Shabab, também dos Emirados Árabes.

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