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Neste 31 de outubro, comemora-se o Dia das Bruxas. No chamado Halloween, as histórias de terror se proliferam e chegam também aos gramados. Em reta final de temporada, alguns fantasmas assustam Atlético, Coritiba e Paraná. A Gazeta do Povo listou os principais pesadelos que rondam os clubes da capital.

Atlético

- "Tampa do Caldeirão"O teto retrátil não foi instalado na Arena da Baixada antes da Copa do Mundo, como era previsto. Agora, o clube tem até 30 de novembro para colocar a estrutura em funcionamento, já que o estádio vai receber um evento de MMA em 5 de dezembro. Os técnicos da empresa espanhola Lanik I. S.A., que supervisionam a obra, dizem não há tempo suficiente e acham difícil o prazo ser cumprido. A "tampa" ainda trará muita dor de cabeça ao clube.

- Falta de dinheiro no futebolA Copa do Mundo passou, mas a reforma da Arena da Baixada ainda precisa ser paga. O orçamento final da obra ficou em R$ 330 milhões e ainda há dúvida sobre como será a partilha (clube, prefeitura e governo) do pagamento dos empréstimos. Além disso, o Furacão precisa quitar dívidas com várias empresas que prestaram serviços no estádio. Até setembro, 83 credores diferentes cobravam um montante total de R$ 11,6 milhões.

A prioridade é usar o dinheiro em caixa para acabar com essas pendências relacionadas à praça esportiva. Com isso, o investimento no futebol não será alto. Os rubro-negros terão de se contentar com elencos modestos e torcer para que os atletas da base, que ganharão cada vez mais chances, possam dar conta do recado.

Coritiba

- FinançasOs problemas com o pagamento dos salários foram escancarados pelos jogadores do Coritiba. Antes do último Atletiba, no início de outubro, eles entraram em campo com uma faixa e cobraram o presidente Vilson Ribeiro de Andrade por três meses de atraso e promessas não cumpridas. Vilson conseguiu antecipar receitas da TV e a pendência foi amenizada a curto prazo. Resta saber se a manobra não comprometerá as finanças do clube num futuro próximo.

- Aposentadoria de AlexAlex vai se aposentar ao fim do Campeonato Brasileiro. O ídolo coxa-branca, mesmo aos 37 anos e atrapalhado por recentes contusões, segue fazendo a diferença. No Nacional, ele é o artilheiro do time e um dos líderes em assistências. Sem o camisa 10 a partir da próxima temporada, o Coxa perde uma referência técnica, além da principal liderança do elenco alviverde.

Paraná

- Perda de imóveisCom graves problemas financeiros, o Paraná está com o patrimônio enfraquecido. No ano passado, a sede do Tarumã foi leiloada. A sede social da Kennedy está arrendada. O CT Ninho da Gralha está em risco e pode acabar nas mãos do empresário Léo Rabello, que pediu o imóvel como garantia em processo movido pela rescisão da venda do meia Thiago Neves, em 2007. Porém, a empresa Base, antiga parceira do clube no local, está na frente e pode ficar com o imóvel em troca de dívidas. A Vila Capanema também é uma incerteza. Em 2013, a Justiça decretou que o estádio é propriedade do governo federal. O clube tenta um acordo com a prefeitura: perderia a Vila, mas ganharia um novo estádio no Boqueirão. No entanto, não é certeza que o acerto será concretizado.

- SaláriosA temporada de 2014, mais uma vez, está marcada pela dificuldade do Paraná em pagar os salários em dia. Os jogadores chegaram a cogitar greve durante a Série B. A má fama no mercado inibe a vinda de alguns jogadores para o clube, o que dificulta a formação de um elenco forte. Neste ano, a campanha na Segundona decepciona e o clube se preocupa apenas em fugir do rebaixamento.

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