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Série B

Marcos simboliza momento de orgulho tricolor

Machucado, ídolo de 37 anos fica no banco de reservas para incentivar colegas e explica: “voltei para ajudar a reerguer o clube”

Marcos diz que vai ao próximo jogo do Paraná mesmo que seja engessado | Brunno Covello/ Gazeta do Povo
Marcos diz que vai ao próximo jogo do Paraná mesmo que seja engessado (Foto: Brunno Covello/ Gazeta do Povo)
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Na última sexta-feira, véspera do jogo entre Paraná e Sport, o goleiro Marcos recebeu uma ligação em casa. Do outro lado da linha estava o técnico paranista Dado Cavalcanti, que pedia a ele para que ficasse no banco de reservas, apoiando o elenco, mesmo sem condições de jogar, por causa de uma lesão no ombro. O pedido deixou o goleiro muito orgulhoso. Mas nem precisava ter sido feito.

"Fiquei muito feliz, mas eu iria ao jogo de qualquer jeito. Quero ajudar de todas as formas que eu posso", admite o reserva de Luís Carlos, que foi muito aclamado pela torcida na vitória sobre o Sport. Formado no clube, o ídolo, que retornou neste ano à Vila Capanema após dez anos bem-sucedidos no futebol português, considera-se mais um dos torcedores que responderam ao chamado da diretoria e de Dado para ajudar o Tricolor e que teve como resposta o recorde de público do time no ano. "Além de jogador, sou torcedor. Eu voltei com o objetivo de levantar o Paraná junto com o resto do grupo", enfatiza o goleiro de 37 anos.

Mesmo orgulhoso do papel da torcida no último sábado, Marcos afina o discurso com Dado Cavalcanti e diz que a mobilização paranista não pode parar. Somente assim, com o elenco, a diretoria e a torcida unidos, o Tricolor não só conseguirá sair da crise financeira, como alcançará o objetivo maior: o acesso à Primeira Divisão. "O comparecimento dos torcedores é importante não só pelo aspecto financeiro, mas pelo apoio que eles nos dão, que é fundamental. Somente juntos vamos conseguir tirar o Paraná desta situação", aponta.

A dedicação de Marcos se reflete no grupo. O meia Moacir diz que o fato de o goleiro estar no banco de reservas apoiando o time mesmo contundido serve de exemplo para que todos trabalhem firme na busca pelo acesso. "Ele poderia ter ficado em casa, com a família, aproveitando a folga, mas foi para a concentração e ficou com a gente. Ele estava no jogo, ajudou no aquecimento e tudo isso ajuda bastante", garante Moacir. "Você vê a humildade de um ídolo", completa.

A curto prazo, o próximo compro­­misso de Marcos já está agendado: apoiar novamente o Tricolor no próximo sábado, diante do Gua­­ra­­tinguetá, na tentativa de voltar ao G4 da Série B – o Paraná está na quinta colocação, com o mesmo número de pontos de Sport (3º) e Joinville (4º), mas com vitórias a menos. "Eu vou para o jogo sábado, nem que esteja engessado", promete o ídolo paranista.

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