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PARANAENSE

Milton Mendes vira o ‘paizão’ no Tricolor

Inspirado no sucesso de Luiz Felipe Scolari na Copa do Mundo de 2002, técnico quer transformar o Paraná em uma "Família" nesta temporada

Trabalho dirigido e muita conversa são as armas de Mendes | Aniele Nascimento/ Gazeta do Povo
Trabalho dirigido e muita conversa são as armas de Mendes (Foto: Aniele Nascimento/ Gazeta do Povo)

Milton Mendes, o novo técnico do Paraná, se inspira no trabalho do colega Luiz Felipe Scolari na seleção brasileira pentacampeã mundial na Copa de 2002 (Japão/Coreia do Sul) e também quer fazer do Tricolor uma "família". Dentro dessa filosofia, Mendes assume o papel de pai na Vila Capanema.

"Somos um grupo, uma família, e o pai da família tem de estar junto, desde sempre, momentos bons e ruins, orientando, explicando, ouvindo também. Essa é a minha forma de trabalhar", explicou Mendes, cuja carreira de dez anos foi construída no futebol internacional, com passagens por Portugal e Catar.

Estilo paizão que pode ser visto nos treinamentos, com o técnico parando bastante as jogadas e ensinando como quer que os atletas se movimentem em campo. Estratégia que começa a ser assimilada pelos jogadores.

"Ele está tentando implantar aqui no Brasil uma coisa que aprendeu lá fora. Temos aprendido muito com ele. É um paizão para a gente", disse o volante Elyeser, um dos 15 reforços trazidos pelo Tricolor para esta temporada – estava no Guarani. "É como se a gente tivesse jogando um ano com esse grupo. Tenho certeza que se formarmos uma família aqui, o que o professor tem pregado todos os dias, vamos fazer uma grande campanha", acrescentou.

Para outra cara nova, o atacante Danilo Galvão o modelo familiar não é nenhuma novidade. Literalmente. No Águia de Marabá, onde jogou a Série C no ano passado, o centroavante era treinado pelo seu pai biológico, João Galvão.

"Aqui é muito diferente. Lá eu era muito mais cobrado do que aqui", admite o jogador. "O Milton é o pai na forma mais amigável, pega a gente como amigo, trata bem e respeita. Lá não, tinha a cobrança e tínhamos que saber separar, ser muito profissional. O pessoal, às vezes, confundia e nós tínhamos que nos impor", explicou Danilo Galvão.

"Ele [Milton Mendes] tenta colocar a gente meio que nos braços. Busca, chama, conversa, pega a particularidade de cada um. Realmente está mostrando ser este cara, ser esse paizão", finalizou o atacante.

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