
Embora dono de um rendimento respeitável como anfitrião nesta Série B (74%), o Paraná precisará acabar com um jejum incômodo em clássico contra o Atlético se quiser manter esse bom desempenho. Isso porque, em seus domínios, o Tricolor não vence o Furacão desde 2006 quando superou o rival por 2 a 1, no Pinheirão, pelo Brasileiro.
A história do confronto também é desfavorável ao Paraná. As duas equipes já se enfrentaram 32 vezes sob mando paranista (entre competições oficiais e amistosos), com 41,6% de aproveitamento do Tricolor (10 vitórias, 10 empates e 12 derrotas). Na Vila Capanema, palco do duelo do final de semana, a escrita atleticana é ainda mais antiga. Pode-se dizer, inclusive, que os tricolores nunca puderam comemorar, de fato, uma vitória contra os rubro-negros no Durival Britto e Silva, já que o único triunfo foi o 4 a 1 na segunda partida da final do Supercampeonato Paranaense de 2002. Apesar da goleada do Paraná, o Atlético levou o troféu, pois tinha vencido o primeiro jogo por 6 a 1 ao todo, foram 11 partidas na Vila, com oito vitórias do Atlético, essa única do Paraná e dois empates.
"Historicamente o retrospecto tem essa margem de tempo, mas isso não tem a importância do jogo em si. Temos de vencer para empatar na pontuação e brigar no segundo turno", avalia Lúcio Flávio, capitão paranista. O time de Ricardinho ocupa, atualmente, a 11.ª colocação da tabela, com 26 pontos, sete atrás da zona de acesso à Série A e três do Atlético, adversário direto na briga.
No sábado, o meia espera fazer valer seu histórico jogando contra o Furacão para ajudar a reverter a maré negativa que tem rondado a Vila Capanema nas temporadas recentes. "Tenho boas recordações dos últimos confrontos, principalmente pelo Botafogo. Mas clássico é definido nos detalhes, às vezes você se prepara a semana toda, mas uma situação muda tudo. O importante é estar bem focado", observa.
Para o lateral-esquerdo Fernandinho, que vem atuando no meio de campo, importante mesmo é o presente. "Futebol se decide dentro de campo, independentemente dos últimos resultados. O Atlético está numa crescente no campeonato, mas sabemos da nossa qualidade e da nossa força dentro de casa", pondera. "No clássico toda retrospectiva não adianta, é um jogo completamente diferente, jogadores diferentes, esquemas táticos diferentes, outra história", pontua.
Questionado se, ao menos pelo lado motivacional, o jejum seria um ingrediente a mais, Fernandinho, sincero, responde com bom humor: "A motivação tem de ter todos os dias, não precisa de psicólogo, essa lorota toda. Isso é absurdo. Agora é outro jogo e queremos vencer para fazer essa história".



