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Paraná "sai no lucro" com troca forçada de treinador

Surpreendido pela saída de Drubscky, Paraná contrata Claudinei Oliveira, alvo antigo e com retrospecto recente melhor do que o do antecessor

Claudinei Oliveira, ex-técnico de Santos e Goiás, tem como principal trunfo a habilidade de trabalhar com jovens jogadores | Marcelo Andrade/ Gazeta do Povo
Claudinei Oliveira, ex-técnico de Santos e Goiás, tem como principal trunfo a habilidade de trabalhar com jovens jogadores (Foto: Marcelo Andrade/ Gazeta do Povo)

Quando o Goiás demitiu Claudinei Oliveira e contratou Ricardo Drubscky, o Paraná, acidentalmente, acabou se dando bem. Pelo menos é o que indica a comparação das estatísticas de ambos. E ao perder um treinador com apenas dez dias no clube, abriu-se ainda o caminho para a realização de um desejo antigo da diretoria tricolor. Claudinei havia sido sondado no ano passado. Hoje, chega à Vila Capanema mais experiente e com dois trabalhos consistentes no currículo.

Ao contrário do antecessor, que subiu com o Atlético em 2012 e não emendou boas passagens por Joinville e Criciúma, o novo comandante está em evolução. Com menos de um ano de carreira à frente de times profissionais, Claudinei reformulou um Santos que havia perdido Neymar e mesmo assim alcançou a 7.ª colocação no Brasileirão, com um aproveitamento de 51%. Nesta temporada, levou o Goiás à final do Estadual e só não foi campeão porque sofreu um gol do Atlético-GO aos 48/2.º. Perdeu só duas partidas e foi demitido com 68% dos pontos conquistados. Drubscky alcançou 44% de aproveitamento no JEC, disputando a Série B. No Tigre, somou 52% dos pontos, só que contra rivais mais modestos, no Estadual.

"Ele [Claudinei] entra no perfil que sempre quisemos. É um treinador com experiência, tem vários títulos na base e é um profissional atualizado. Estamos bem servidos", avaliou o diretor de futebol tricolor Roque Júnior. Esse relativo sucesso do trei­­­­nador foi alcançado em momentos semelhantes ao que atravessa atualmente o Paraná: de contenção de gastos. Enfrentando esse cenário, montou times recheados de jovens, usando o conhecimento de mercado e gestão acumulados nos anos de trabalho nas categorias de base.

"Conheço bastante jogadores novos, não só no Santos, mas em outros clubes, e que podem ajudar", adiantou Claudinei, reforçando que também vai olhar com carinho para possíveis revelações do clube para montar uma equipe competitiva. "Com bastante coerência e tranquilidade, vamos lançar os jovens. É um dos caminhos do Paraná", completou.

Apesar dos trabalhos recentes que dariam a ele uma automática valorização financeira, o Paraná ainda saiu no "lucro" ao trazê-lo por um valor mais baixo do que ele recebia no time goiano e dentro do patamar tricolor. "Os clubes, de maneira geral, estão passando por readequações financeiras, assim como os profissionais, especialmente jogadores e técnicos. Por isso o Paraná não saiu daquilo que pode pagar", garantiu Roque Júnior.

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