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Copa do Brasil

Paraná se ajeita no bate-papo para desafio na Copa do Brasil

Sem tempo para treino, técnico Claudinei Oliveira mantém base antiga e molda nas preleções o Tricolor que enfrentará hoje a Ponte Preta

Juliano Mineiro vai dividir a armação do time com Lúcio Flávio | Marcelo Andrade/ Gazeta do Povo
Juliano Mineiro vai dividir a armação do time com Lúcio Flávio (Foto: Marcelo Andrade/ Gazeta do Povo)

O Paraná enfrenta a Ponte Preta hoje, às 19h30, na Vi­­la Capanema, pela Copa do Bra­­sil, ainda sob o reflexo da mudança no comando técnico. A chegada de Claudinei Oli­­veira para o lugar de Ri­­car­­do Drubscky, na quarta-feira passada, não se consolidou no campo por causa do pouco tempo de treino. Situação que deixa o Tricolor com mais cara de Milton Men­­des – o primeiro treinador do ano – e Drubscky do que de Claudinei.

INFOGRÁFICO: Confira os confrontos da semana na Copa do Brasil

Dos seis dias que está à frente do novo clube, o técnico colocou a mão na massa em apenas três: na vitória na estreia da Série B na última sexta-feira diante do Sampaio Corrêa e nos treinos de domingo e ontem. Nos outros dias, assinatura de contrato, apresentação para imprensa, conversas com o elenco e diretoria e viagem de ida e volta para São Luís. Ou seja, para valer mesmo, pouco mais de cinco horas no campo com os atletas.

Somente ontem, na prepa­­ração na Vila Capanema, Clau­­dinei teve a oportunidade de posicionar pela primeira vez os atletas em situação de jogo – no domingo tinha comandado um treinamento, mas não intenso como o de ontem. Separados titulares e reservas, demonstrou que não pretende alterar radicalmente a equipe. Para o confronto de hoje ele vai manter os 11 que iniciaram o triunfo no Maranhão.

Sem mudanças consideráveis, o treinador investiu mais na conversa do que nas atividades no gramado. Esse é o trunfo de Claudinei para driblar a falta de tempo e acertar o time o mais rápido possível. Sem contar que é assim que vai começando a deixar o Tricolor da maneira que ele deseja para as disputas da Série B e da Copa do Brasil.

"Ele veio há pouco tempo, mas assim que chegou fez questão de conversar com a gente. No intervalo [do jogo contra o Sampaio Corrêa] já deu as instruções, com a cara dele. Com o tempo vamos aprimorando isso", analisou o meia Juliano Mineiro, que vai dividir a armação das jogadas com Lúcio Flávio.

É assim, ainda procurando se encaixar no novo clube, que Claudinei tenta fazer o Tricolor avançar na Copa do Brasil, mesmo não sendo o objetivo principal da equipe na temporada, que é o acesso para a Série A.

Já foi mais longe que em 2013 quando parou na primeira fase. Desta vez tenta repetir pelo menos 2012, ano em que em chegou às oitavas de final e foi eliminado pelo Palmeiras.

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