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série b

Paulo Sérgio cobra espaço no Paraná

Vice-artilheiro paranista não consegue se firmar diante da alta rotatividade no ataque: foram 15 formações ofensivas em 24 jogos

Paulo Sérgio  em lance do treino do Paraná, ontem, disputando a bola com o garoto Néverton: insatisfação com o rodízio no ataque | Henry Milléo/ Gazeta do Povo
Paulo Sérgio em lance do treino do Paraná, ontem, disputando a bola com o garoto Néverton: insatisfação com o rodízio no ataque (Foto: Henry Milléo/ Gazeta do Povo)

Nas 24 rodadas do Brasileiro da Série B, o técnico Dado Cavalcanti utilizou 15 formações ofensivas diferentes no Paraná. A alta rotatividade no setor gera insatisfação na Vila Capanema.

Vice-artilheiro do Tricolor na competição, com cinco gols, Paulo Sérgio reclama por uma definição. "Eu gostaria, sinceramente. Até porque eu trabalho muito para isso. Quero jogar, seja com quem for", comenta o atleta.

Desde que chegou ao Durival Britto, Dado tem variado entre três tipos de esquemas na frente. Nas três primeiras rodadas, escalou apenas JJ Morales próximo da área adversária, auxiliado por três meias.

Nos compromissos posteriores, o treinador alternou o sistema com um atacante fixo e dois meias que avançam, em sete oportunidades, e duplas de ataques, em outras 14 vezes.

A parceria que mais entrou em campo contou com Paulo Sérgio e Léo, da 5.ª até a 8.ª rodada. "Ajuda bastante atuar com um companheiro próximo, para fazer as tabelas, ter entrosamento", afirma Paulo Sérgio.

Em terceiro lugar na disputa, com 42 pontos, o Tricolor tem um ataque abaixo da posição que ocupa na tabela de classificação. É o quinto melhor, com 38 gols em 24 partidas, média de 1,5 por jogo.

Outro aspecto importante é a pulverização das bolas na rede. Além de Paulo Sérgio, com cinco, Reinaldo é o goleador, com seis, JJ Morales tem quatro, Fernando Gabriel, Lúcio Flávio e Kayke anotaram dois.

Na última rodada, derrota por 1 a 0 para o Figueirense, fora de casa, Dado testou uma formação até então inédita: a dupla Kayke e Reinaldo, com Welington e Fernando Gabriel no apoio.

Paulo Sérgio, que havia marcado no confronto anterior (3 a 1 sobre o Paysandu, com os outros dois gols de Reinaldo), ficou no banco. E já no segundo tempo, o treinador resgatou Néverton. O atacante vinha treinando como lateral-direito e estreou na Segundona.

Mesmo incomodado com a perda da titularidade, Paulo Sérgio faz questão de enaltecer a gestão de Dado Cavalcanti. "Quando eu jogo, não pedi pa­­ra jogar, quando eu saio, não vou perguntar o motivo. É uma opção do Dado. O grupo é muito forte. Para cada partida tem de estudar o adversário e ele vê o que acha melhor para equipe".

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