
Na busca para se afastar da zona de rebaixamento da Série B, o Paraná não terá o seu maestro. Suspenso após ser expulso na última rodada, o técnico Fernando Diniz não estará à beira do campo diante do Bragantino, às 21h30, fora de casa.
Há cerca de um mês no clube, o treinador se destaca pela maneira eloquente de comando. É comum ver Diniz orientando para quem deve ser o passe, como deve ser a marcação, em uma equipe que rapidamente adotou o estilo de valorização da posse de bola.
“É angustiante [ficar fora] pela maneira que eu trabalho, que interajo com os jogadores. Estar no campo é algo para mim essencial. Mas não é a primeira vez que eu vou ficar fora do banco e vamos saber superar isso”, declara Diniz.
A punição ao técnico vai além da ausência no gramado. Fernando Diniz não poderá trabalhar no vestiário antes do jogo e no intervalo. “Já estamos nos preparando a semana inteira para que a equipe tenha uma autonomia boa no campo e consiga jogar sem a minha presença”, afirma o treinador.
O auxiliar Fernando Miguel deverá exercer a função. Há cinco semanas, o ex-jogador sofreu uma lesão na fíbula da perna esquerda. Hoje anda com uma bota no pé e com o auxílio de muletas. Em Bragança Paulista terá ao seu lado o gerente de futebol, Mathias Lamers.
“É uma situação nova para a gente. Com certeza gostaríamos que ele [Diniz] estivesse ali porque já nos acostumamos, ele é o nosso treinador”, admite o lateral-direito Ricardinho. “Mas acho que não importa o que vai acontecer. Temos de entrar concentrados”, acrescenta o atleta.
Concentração que será necessária para um time que sofre com o desempenho ofensivo. Dos seis jogos sob o comando de Diniz, em quatro a equipe não balançou a rede. No último confronto, contra o América-MG, a equipe teve 70% da posse de bola, mas sofreu por não conseguir entrar na área adversária. Problemas que o Tricolor terá de superar para deixar de ser o quarto pior visitante da Série B , com apenas cinco pontos somados em 17 partidas – aproveitamento de 20,8%. Tem o mesmo desempenho de Náutico e CRB e acumulou apenas um ponto a mais do que o pior time nesse quesito, o Ceará, lanterna absoluto da Série B.
“Quem se dispõe a marcar e jogar no contra-ataque tem o seu jogo facilitado. Não é o jeito que eu gosto de jogar futebol. A nossa proposta de fato é criar e essa situação às vezes acaba sendo até uma arapuca para nós mesmos porque a s equipes acabam recuando demais e os espaços ficam limitados para jogar”, admite o treinador, que voltará ao campo na próxima rodada, contra o Sampaio Corrêa, em Curitiba.







