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Série B

Torcida única no clássico é vetada

Apesar do clima quente para o jogo da próxima semana, Ministério Público, Paraná e Atlético evitam medida extrema de segurança

Paraná e Atlético se enfrentam no próximo dia 25, na Vila Capanema, mas a preocupação com o confronto já começou. Se dentro de campo o assunto é a instabilidade dos rivais, fora dele o que deixa alarmados os envolvidos é como será o esquema de segurança. O motivo para a dor de cabeça extra e antecipada é a morte de um torcedor paranista no começo de julho.

O garoto de 16 anos foi assassinado a tiros durante uma festa na sede da organizada Fúria Independente, nas imediações do estádio tricolor. Segundo testemunhas, os disparos, feitos de dentro de um carro, teriam sido feitos por integrantes da uniformizada do Atlético Os Fanáticos. Com os ânimos entre as duas facções rivais acirrados, o clássico – que já demanda naturalmente atenção especial das autoridades policiais – passa a ser considerado de alto risco.

Oficialmente, porém, as partes envolvidas na organização do jogo mantêm o protocolo. Vão se reunir no meio da semana que vem para discutir o plano de segurança. Certo é que a medida extrema adotada em fevereiro, para o Atletiba do Carnaval, não terá defensores na reunião: pelo menos em discurso, a torcida única está descartada. Se adotada, a polêmica saída poderia ser repetida no segundo turno, quando o embate será em Paranaguá – e o perigo de confronto se estenderia à estrada até o Litoral.

Independentemente dos riscos, a primeira voz a descartar o veto aos visitantes nas arquibancadas do Durival Britto é o Ministério Público. E sem espaço para discussão. "Essa ideia está sepultada, a não ser em situações muito excepcionais. Isso fere o Estatuto do Torcedor. Os organizadores devem arrumar uma estratégia e garantir a segurança", observou Ciro Scheraiber, coordenador de defesa do consumidor do MP-PR.

Entusiasta da torcida única no Paranaense, o Furacão ficou satisfeito com o resultado na época, mas prefere não se posicionar antes do encontro com as autoridades. "O que houve foram alguns torcedores em clima de guerra; depois, no Couto Pereira [no returno], não houve guerra. A segurança foi muito melhor", avaliou o vice-presidente do Conselho Administrativo do Atlético, José Cid Campêlo Filho. "Mas só vamos nos posicionar se o Paraná pedir alguma coisa."

Para ele, porém, o crime envolvendo o jovem paranista não pode servir de munição para mais violência: "se tiver essa relação de causa e efeito, não pode mais ter jogo de futebol, tem de parar tudo".

Pelo lado Tricolor, o superintendente Celso Bittencourt afirmou que o clube, por enquanto, não cogitou a chance. "Essa questão deu muito pano para manga no paranaense", frisou.

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