
Um caso de injúria racial foi registrado na partida entre Paraná e São Bernardo, válida pela Copa do Brasil, na noite desta quinta-feira (10), na Vila Capanema. O volante Marino, do time paulista, foi chamado de "macaco" e "gorila" por dois torcedores do Tricolor que estavam no alambrado.
O fato ocorreu já nos acréscimos do segundo tempo da partida vencida pelo Paraná, quando o jogador deixava o campo após ter sido expulso. "Eles me xingaram e aí fui para cima deles discutir. Um torcedor da minha cor viu e foi atrás, mas saíram correndo", disse o atleta, que foi chorando para o vestiário após o incidente.
Marino registrou boletim de ocorrência na unidade da Delegacia Móvel de Atendimento ao Futebol e Eventos (Demafe) que funciona no estádio. Os torcedores não foram identificados, no entanto, foi aberto um inquérito na Polícia Civil.
Segundo o delegado Fábio Lopes, um ofício foi enviado para emissoras de televisão e para o Paraná pedindo imagens que possam ajudar na identificação dos torcedores.
"Agora vamos tentar a identificação através das imagens de comunicação e sistemas do estádio. Qualquer tipo de informação pode ajudar", comentou.
"Eu consigo reconhecer. Vou fazer de tudo o que puder para pegar esses caras", disse Marino. Se forem identificados, os acusados serão enquadrados por injúria racial (lesão à honra de uma pessoa). O crime permite fiança e a pena máxima é a reclusão por oito anos.
O presidente do São Bernardo, Luiz Fernando Ferreira, afirmou que a equipe paulista vai tomar providências para punir os envolvidos. "Isso tem que ser banido do futebol. Vamos relatar para a CBF e vamos até as últimas consequências para que haja punição", destacou o dirigente.
Ferreira ainda cobrou um posicionamento do Paraná no caso. "O time não tem culpa, mas são torcedores do Paraná. Cabe ao clube apurar isso também, porque é um crime", completou.
O vice-presidente de futebol do Tricolor, Celso Bittencourt, garantiu que o clube vai ajudar a encontrar os torcedores responsáveis pelas ofensas. "O Paraná não compactua com essas atitudes e vai colaborar para que as pessoas sejam identificadas. Estamos à disposição para ajudar", disse em entrevista à Rádio Banda B.







