• Carregando...
De acordo com a investigação da PF, o superfaturamento na Arena Pernambuco foi de R$ 42,8 milhões. | Paulo Whitaker/Reuters
De acordo com a investigação da PF, o superfaturamento na Arena Pernambuco foi de R$ 42,8 milhões.| Foto: Paulo Whitaker/Reuters

A Polícia Federal deflagrou na manhã desta sexta-feira (14) a Operação Fair Play, que apura suspeitas de superfaturamento na construção da Arena Pernambuco, estádio usado na Copa do Mundo do ano passado.

O estádio – que fica em São Lourenço da Mata, na região metropolitana do Recife – foi construído pela Odebrecht, empresa investigada na Operação Lava Jato, que apura um esquema de corrupção na Petrobras mediante pagamento de suborno a dirigentes da estatal.

Alguns dos principais nomes do PSB de Pernambuco integravam o Comitê Gestor do Programa de Parcerias Público-privadas do Estado, órgão investigado na operação. Uma ata da reunião do colegiado, em 2008, mostra a presença do atual governador, Paulo Câmara, então vice-presidente do Comitê; o hoje prefeito do Recife, Geraldo Julio, que presidia o órgão; e o senador Fernando Bezerra Coelho. Todos, à época, secretários do governo Eduardo Campos, morto em um acidente aéreo no ano passado.

De acordo com a investigação da PF, o superfaturamento na obra da Arena Pernambuco foi de R$ 42,8 milhões. São cumpridos dez mandados de busca e apreensão no Recife, em São Paulo, no Rio de Janeiro, em Brasília, Belo Horizonte e Salvador. Entre os endereços vistoriados pelos policiais, estão a sede do Comitê de Gestão Público-privada de Pernambuco e diversos escritórios da Odebrecht nesses estados.

O presidente da empresa construtora do estádio, Marcelo Odebrecht, e outros ex-executivos da companhia estão presos desde o dia 19 de junho e são réus na Lava Jato em um processo por corrupção e lavagem de dinheiro. Segundo a denúncia, os crimes envolveram contratos de R$ 13,1 bilhões em obras de refinarias no Paraná e Pernambuco e no Complexo Petroquímico do Rio (Comperj), na sede da estatal em Vitória (ES).

Dois dos mandados de busca estão sendo cumpridos na residência de dois sócios da Odebrecht, cujos nomes e endereços não foram divulgados. A polícia está em busca de contratos firmados entre empresas e os governos estaduais para compará-los com os termos do acordo firmado para a construção da Arena Pernambuco.

A Odebrecht construiu também o Itaquerão, em São Paulo, a Fonte Nova, em Salvador, e o Maracanã, no Rio. Como parte da apuração, a Polícia Federal vai requisitar ao BNDES informações sobre os financiamentos concedidos à construtora.

Em nota divulgada no final desta manhã, a Odebrecht informou que os policiais estiveram na sede da construtora, no Rio de Janeiro, e nos escritórios mantidos em São Paulo, Salvador, Recife, Belo Horizonte e Brasília.

A Odebrecht classificou como “injustificáveis” as buscas em suas sedes e argumentou que “tem convicção da plena regularidade e legalidade” do projeto Arena Pernambuco.

0 COMENTÁRIO(S)
Deixe sua opinião
Use este espaço apenas para a comunicação de erros

Máximo de 700 caracteres [0]