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Ameaçando sair, Atlético cobra ética dos clubes em reunião decisiva da Primeira Liga

Sallim e Bacellar, presidentes de Atlético e Coritiba, respectivamente. Clubes estão descontentes com rumo da competição. | /
Sallim e Bacellar, presidentes de Atlético e Coritiba, respectivamente. Clubes estão descontentes com rumo da competição. (Foto: /)

Cobrando ética dos demais participantes da Primeira Liga, o Atlético define nesta terça-feira (22), em reunião em Belo Horizonte, se jogará ou não o torneio em 2017. No encontro, os clubes discutirão a tabela do campeonato e a divisão da verba de televisão. O segundo item é justamente o ponto em que o Furacão, ao lado do Coritiba, diverge dos demais integrantes.

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No entanto, o Rubro-Negro acena com uma postura mais rígida em relação ao assunto, enquanto o Coxa indica que poderá permanecer no torneio mesmo em caso de fracasso nas reivindicações sobre o rateio da verba televisiva. O Atlético será representado em Minas Gerais pelos presidentes Luiz Sallim Emed e Mario Celso Petraglia.

“O que a gente tem de expectativa é uma questão de princípios. Uma coisa que foi negociada lá no embrião da Primeira Liga e que era um consenso entre os clubes”, destaca Sallim. “A nova divisão proposta não deixa o campeonato competitivo, não permite equilíbrio”, defende.

Inicialmente, quando da criação da liga, a divisão das cotas de tevê seguiria o modelo inglês: 50% do montante dividido entre todos os membros, 25% relativo à campanha em campo e outros 25% pela audiência das partidas.

No entanto, após a proposta da Rede Globo pelos direitos de transmissão — cerca de R$ 70 milhões pelas próximas três edições — a dupla Fla-Flu e um gigante mineiro sugeriram que fosse esquecida a divisão inicial, em nome de uma nova fórmula: 45% entre todos os clubes, 32,5% pela audiência e 22,5% de premiação por desempenho em campo.

A segunda forma de rateio foi aprovada por 15 dos 16 clubes participantes. Mais tarde, o Coritiba voltou atrás e se uniu ao Atlético, único que não concordou com a divisão logo de início. O vice-presidente do Coxa, Alceni Guerra, revela que em reunião do G5 nesta segunda-feira (21) a diretoria optou por se manter contrária à nova divisão das cotas. 

Os cartolas, por outro lado, ressaltaram a necessidade do clube participar do torneio. “A gente deve ficar firme na proposta inicial, por questões de princípios. Mas todo mundo concordou que o torneio é essencial para o clube do ponto de vista financeiro”, revela. O clube será representado no encontro pelo presidente Rogério Bacellar.

Além da dupla Atletiba, o Atlético-MG pode desistir da disputa. Mas por outro motivo. O Galo afirma que a participação na Libertadores do ano que vem inviabiliza sua entrada na Primeira Liga. Problema que não deve afetar o Furacão, que também está próximo de carimbar vaga no torneio internacional, mas afirma que isto não reflete na saída da Primeira Liga.

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