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Fifa

Sócio majoritário da Hyundai anuncia candidatura a presidente da Fifa

Sul-coreano Chung Mong-joon chama Blatter de canibal corrupto, critica Platini e diz pretender transformar Fifa em “ONG desportiva, aberta, transparente, moral e ética”

CHung Moong-joon chamou Michel Platini, o outro candidato lançado ao trono de Blatter, de “produto do sistema da Fifa”. | Kim Hong-JIi
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CHung Moong-joon chamou Michel Platini, o outro candidato lançado ao trono de Blatter, de “produto do sistema da Fifa”. (Foto: Kim Hong-JIi Reuters)

O sul-coreano Chung Mong-joon, de 63 anos, anunciou nesta quinta-feira (30) que vai concorrer à presidência da Fifa. Acionista majoritário da Hyundai, o empresário já foi vice-presidente da entidade. Chung Mong-joon anunciou a candidatura um dia após Michel Platini, ex-jogador francês e atual presidente da Uefa, confirmar também que vai concorrer ao cargo.

“Durante estes quatro anos, espero conseguir realizar o meu programa e fazer da Fifa uma verdadeira ONG [Organização Não Governamental] desportiva, aberta, transparente, moral e ética”, afirmou Chung Mong-joon durante entrevista.

O sul-coreano fez duras críticas ao presidente da Fifa, Joseph Blatter, que decidiu deixar o cargo em meio ao escândalo de corrupção que levou à prisão de sete cartolas, entre eles o ex-presidente da CBF José Maria Marin. Ele classificou Blatter como “canibal corrupto”.

O sul-coreano também não poupou críticas a Platini. “Platini é bom para o futebol, mas pode ser um bom presidente da Fifa? Penso que não. Ele é um produto do atual sistema da Fifa”, disse.

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A data da eleição para a escolha do novo presidente da Fifa foi anunciada na semana passada pelo Comitê Executivo da Fifa e será realizada no dia 26 de fevereiro. O prazo para registro de candidaturas é 26 de outubro. Até a eleição, Blatter continua no posto. Ele já avisou que não há chance de concorrer novamente.

O ex-jogador brasileiro Zico já demonstrou intenção de disputar as eleições, mas, por enquanto, tem pouco respaldo político – nem mesmo a CBF deve dar algum tipo de apoio. O príncipe da Jordânia, Ali bin Al-Hussein, derrotado por Blatter em maio, cogita ser candidato, mas perdeu fôlego e, sobretudo, seu principal apoio, a Uefa.

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